Sobre a programação da Camerata – meu primeiro texto no Plural

Quem é de Curitiba já sabe que a escassez de imprensa decente na cidade reduziu bastante com o lançamento do Plural. Eu comecei a colaborar com o site, e meu primeiro texto saiu esses dias. É sobre a programação de 2019 da Camerata Antiqua de Curitiba.

Folheto da programação do ano 2019 – Camerata Antiqua de Curitiba

Quando peguei o folheto com a programação, que saiu recentemente, fui logo fazer uma coisa que já fiz bastante neste blog: comentar a programação, avaliar o conjunto da proposta de trabalho do grupo no ano, indicar as peças e os concertos que acho mais imperdíveis.

Tudo isso está lá, no meu texto para o Plural:

Corra ler!

Se quiser ver os textos que escrevi sobre a programação de anos anteriores, aqui vão os links:

Veja também os últimos concertos da Camerata que comentei aqui no blog:

Abertas as inscrições para o Mestrado em Música da UNESPAR

No fim do ano passado a CAPES divulgou o resultado da avaliação dos novos programas de pós-graduação propostos pelas universidades. Entre as propostas aprovadas na área de Artes/Música, estava o Mestrado em Música da UNESPAR.

Depois da aprovação do programa, os professores formaram o colegiado do PPGMUS/UNESPAR, foi elaborado o edital e, tcharam(!) – as inscrições agora estão abertas.

As informações estão todas no sítio do programa, mas é claro, não custa repetir alguma coisa aqui.

Linhas de pesquisa

Os programas de pós-graduação geralmente são divididos em linhas de pesquisa. O nosso não é diferente, possui duas: Música e Processos Criativos e Música, Cultura e Sociedade.

A descrição das linhas está detalhada no Edital, que vocês devem ler para informações completas. Mas basicamente: Música e Processos Criativos trabalha com temas de performance, percepção e composição; Música, Cultura e Sociedade trabalha com a música como construção sociocultural, principalmente no âmbito da história e da etnografia.

Orientadores

Além das linhas de pesquisa, quando você quer entrar num mestrado, precisará adequar sua proposta de pesquisa aos projetos desenvolvidos pelo orientador ou orientadora que você pretende. No nosso programa, você informa orientador de interesse, mas a inscrição é na linha, e os projetos podem ser distribuídos dentro da linha conforme as vagas.

A lista completa dos orientadores, temas de interesse, email para contato, link para currículo Lattes – está tudo no sítio. Tem também a lista de vagas para cada orientadora e cada orientador no Edital. Vocês devem ler isso.

Mas, pra resumir, a linha Música e Processos Criativos tem 9 orientadoras e orientadores, que podem trabalhar com temas relativos a composição, música eletroacústica, regência, percepção, performance em violão, ensino de música, flauta doce, ensino de música para pessoas com deficiência visual, entre outros.

A linha de Música, Cultura e Sociedade tem 4 professores orientadores. Esses vou colocar o nome aqui porque é a minha linha. Somos eu, prof. André Egg, a professora Ana Paula Peters, o prof. Fabio Poletto e o prof. Allan Oliveira. Nossa linha já vem desenvolvendo atividades em um Grupo de Pesquisa, cujas informações estão neste site.

Nós basicamente trabalhamos com história da música e com etnomusicologia, e os enfoques estão mais no século XX, principalmente música brasileira e música popular, mas também incluindo temas correlatos.

Processo seletivo

É claro que vocês não vão ficar acreditando só em mim e vão olhar o site e ler o edital. Mas basicamente, o processo tem duas etapas: (1) projeto de pesquisa e (2) prova escrita e entrevista. Para alguns orientadores da linha Música e Processos Criativos a entrevista comporta uma demonstração artística, conforme explicado no edital.

Também no edital estão explicados os itens que devem estar no projeto de pesquisa, bem como os critérios de avaliação, limite máximo de palavras (7 mil), entre outras informações.

Ou seja, o que você está esperando? Corre escrever teu projeto.

E depois você pode estudar para a prova, etapa para a qual você será classificado ou classificada após a aprovação no projeto. (Isso mesmo, a avaliação do projeto de pesquisa é uma etapa eliminatória da seleção).

Aí você verá que a prova tem bibliografia indicada, como consta no anexo 2 do edital. Já contei que o edital está neste link?

Pois bem. A linha Música e Processos Criativos tem uma bibliografia mais extensa, não vou repetir aqui. A minha linha, Música, Cultura e Sociedade, indicou 5 textos. Um é o texto do professor Marcos Napolitano que abre o livro Arte e política no Brasil: modernidades. Mais sobre o livro aqui no blog.

Os demais textos são dos seguintes autores: John Blacking, Tiago de Oliveira Pinto, José Geraldo Vinci de Moraes. São textos em português disponíveis online, publicados em revistas acadêmicas. Ainda tem um texto em inglês de Irna Priore e Chris Stover, também disponível online. Confira referências completas e links de acesso no Edital.

Cronograma

O cronograma tem várias etapas e você vai conferir certinho no edital.

Mas já adiantando o mais importante, pra você colocar na agenda: de 15/02 a 15/03 inscrições (não esqueça que é preciso inscrever já com o projeto de pesquisa); de 20 a 22/05 provas; 01 a 05/07 matrículas; 29/07 início das aulas.

O que está esperando?

Manifesto dos professores da Faculdade de Artes do Paraná

MANIFESTO EM FAVOR DA LIBERDADE, DA DEMOCRACIA E DA UNIVERSIDADE PÚBLICA dos professores e professoras da Faculdade de Artes do Paraná – Unespar.

Nós, professoras e professores da FAP/Campus II, entendemos a necessidade urgente de defesa da Universidade enquanto espaço de excelência promotora da liberdade do pensamento do debate, bem como da produção do conhecimento social, humano e artístico. Por isso, manifestamos publicamente nosso repúdio a qualquer projeto político que fira os princípios democráticos fundamentais garantidos por nossa Constituição, assim como refutamos com veemência atitudes contrárias ao princípio da igualdade e da ética humanista que fundamenta o ideal da Educação Superior brasileira. Neste momento de evidente risco de retrocesso às práticas autoritárias, discriminatórias e excludentes tão próprias aos Regimes totalitários, convocamos toda a Comunidade a se unir pela defesa da mais ampla liberdade de ensinar e de aprender, pela liberdade dos nossos modos de existir, seja na escola, na universidade, no campo ou nas ruas. Refutamos a incitação ao ódio e o enaltecimento da violência que vem recentemente nos lançando para fora do território democrático de comprometimento com a construção crítica do pensamento, com o exercício da livre expressão e valorização das alteridades. Como professores e artistas que somos, estamos em defesa do ensino público, onde se possa cultivar a memória social enquanto instrumento vivo de desenvolvimento humano. Por isso nos recusamos a ceder aos discursos que negam nosso passado ditatorial recente, que fazem apologia à tortura e voltam a silenciar a árdua luta empreendida pela conquista de direitos universais para todo cidadão brasileiro. Em defesa de um futuro lúcido, resistimos à ameaça de censura que se avizinha como perspectiva de tempos verdadeiramente sombrios, de estancamento da produção poética e científica enquanto instrumentos de transformação social. A despeito de nossas diferenças individuais, apoiamo-nos na afirmação de uma causa comum e suprapartidária contra a barbárie manifestada pela figura do candidato Jair Bolsonaro, que se isenta ao debate de propostas e se oculta a discutir e esclarecer projetos para o Brasil, promovendo uma prática apolítica fundada na disseminação de mentiras (fake news) e promovendo a cultura do medo. Sem negar a crise do atual sistema político brasileiro, assim como os ataques sofridos por nossas Instituições, reagimos com organização e racionalidade frente a uma conjuntura que solicita escuta, diálogo e propostas voltadas à construção do conhecimento, e não à eliminação do mesmo. Como professores e, acima de tudo, como artistas, desejamos inventar um futuro solidamente construído sobre bases cidadãs, em que todas e todos possam existir e se manifestar livre e luminosamente.

Curitiba, 22 de outubro de 2018

Palestra de lançamento do livro A formação de um compositor sinfônico

Próxima terça, dia 23 de outubro de 2018, farei palestra de lançamento do livro A formação de um compositor sinfônico: Camargo Guarnieri entre o modernismo, o americanismo e a boa vizinhança.

Folder da palestra de lançamento do livro A formação de um compositor sinfônico

O quê

Palestra sobre o livro A formação de um compositor sinfônico: Camargo Guarnieri entre o modernismo, o americanismo e a boa vizinhança, recém publicado pela editora Alameda.

Já aconteceu um evento na sede da editora, em São Paulo, como se pode ver no post que publiquei na ocasião. Neste texto coloquei algumas informações sobre o livro.

Desta vez farei uma palestra sobre o livro, para os alunos da FAP (UNESPAR – Campus de Curitiba II). O tema do livro é assunto das nossas aulas de Música no Brasil II, mas a palestra será aberta, entrada franca, e todos convidados.

Onde e quando?

Como mostrado no folder:

Dia 23 de outubro de 2018, terça-feira, 14:00 horas. No Auditório Antonio Melillo do Campus de Curitiba II da UNESPAR. Rua dos Funcionários 1357, Bloco I, andar térreo.

Livro à venda

Terei alguns poucos exemplares do livro para vender na ocasião.

Mas ele está disponível, também:

no site da editora

na Amazon

na Livraria da Travessa

Também tenho alguns exemplares de outros livros que posso vender no dia, especialmente o Música, cultura e sociedade:

Livro Música, Cultura e Sociedade

 

 

A formação de um compositor sinfônico: lançamento do meu livro

Amanhã, dia 14 de setembro de 2018, estarei em São Paulo para o lançamento do meu livro A formação de um compositor sinfônico: Camargo Guarnieri entre o modernismo, o americanismo e a boa vizinhança.

O livro está sendo publicado pela Editora Alameda e pela FAPESP. Integra a coleção História e Música nas Américas organizada pela professora Tania da Costa Garcia. O lançamento será 18:30 horas, na sede da editora. Rua Treze de Maio 353, Bela Vista, São Paulo.

Capa do livro A formação de um compositor sinfônico

A pesquisa

O livro é resultado de minha tese de doutorado, defendida no programa de História Social da USP, sob orientação do prof. Marcos Napolitano.

A pesquisa consultou documentação no IEB-USP, onde fica o arquivo do compositor. Utilizei principalmente a correspondência, documentação na qual se observa o contato do compositor Camargo Guarnieri com vários interlocutores que foram fundamentais na consolidação de sua carreira e na difusão de sua obra.

Também foram usados livros da época, outros documentos consultados em arquivos como o Acervo Curt Lange na UFMG e a sala Mozart Araújo no CCBB-RJ.

Estrutura do livro

O livro é dividido em 4 partes:

Parte 1 – uma discussão sobre os compositores e a história da música brasileira. Essa primeira parte discute as biografias de Camargo Guarnieri e questões relativas à formação de compositores no Brasil

Parte 2 – Formar-se compositor em São Paulo. Nessa seção, discuto o meio musical de São Paulo, as inovações trazidas pelo movimento modernista e as relações de Camargo Guarnieri com seus professores Lamberto Baldi e Mário de Andrade.

Parte 3 – Extrapolando São Paulo: vida profissional e reputação artística. A terceira parte discute o importante papel das relações que Camargo Guarnieri estabeleceu com iterlocutores fora de São Paulo. São eles Luiz Heitor Correa de Azevedo, no Rio de Janeiro, Curt Lange em Montevidéu e Charles Koechlin em Paris. Na capital francesa Guarnieri teve uma curta residência para estudar com o compositor.

Parte 4 – Entre Brasil e Estados Unidos na década de 1940. Aqui aparece o estudo sobre a inserção de Camargo Guarnieri na política de boa vizinhança, sua viagem aos Estados Unidos e suas relações profissionais e de amizade com Carleton Sprague Smith, Charles Seeger e Aaron Copland.

O estudo abrange o início da profissionalização de Camargo Guarnieri, quando de sua mudança para São Paulo capital em 1923, e acompanha a trajetória do compositor até a estreia de sua Sinfonia nº 1 em 1945.

Convite

Vocês são convidados a aparecerem por lá, haverá um coquetel.

Veja o evento no Facebook.

Modelo de formatação dos trabalhos escritos

Resolvi fazer este modelo de formatação dos trabalhos escritos depois de constatar que perco tempo precioso na correção dos trabalhos fazendo indicações sobre problemas de formatação.

Já tenho um arquivo com recomendações metodológicas, chamado Guia para fichar textos. Agora fiz o que traz indicações de formatação: Modelo de formatação dos trabalhos.

Complementar ao arquivo com o modelo de formatação, fiz imagens explicativas de como fazer a formatação no editor de texto. Estou usando software livre – o Libre Office versão 5 ponto-alguma-coisa. Recomendo este software, por ser gratuito, livre, funcional, etc. Quem prefere usar outros softwares encontrará opções parecidas para acessar as ferramentas de formatação.

Em todas as imagens abaixo pode clicar que amplia:

Imagem 1 – formatação de página

Imagem 2 – formatação de página

Imagem 3 – formatação de parágrafo (cabeçalho)

Imagem 4 – formatação de parágrafo (cabeçalho)

Imagem 5 – formatação de parágrafo (corpo do texto)

Imagem 6 – formatação de parágrafo (corpo do texto)

Planos de ensino e cronogramas das aulas (1º semestre de 2018)

Já começaram as aulas na FAP, digo, Campus de Curitiba II da UNESPAR. E eu coloquei aqui na página alguns arquivos (planos de ensino e cronogramas) referentes às minhas disciplinas.

Disciplinas

Estou ministrando disciplinas anuais, que pertencem às matrizes curriculares anteriores a 2018, e disciplinas semestrais, das novas matrizes que entraram em vigor este ano. Trabalho em dois cursos: Bacharelado em Música Popular, colegiado no qual sou lotado, e Licenciatura em Música.

As disciplinas são:

História da Música Brasileira, disciplina anual, 2º ano de Licenciatura em Música.

História da Música IV, disciplina anual, 4º ano de Bacharelado em Música Popular.

Música no Brasil I, 1º semestre de Bacharelado em Música Popular.

Música no Brasil III, 3º semestre de Bacharelado em Música Popular.

História da Música III, 3º semestre de Bacharelado em Música Popular.

História da Música V, 5º semestre de Bacharelado em Música Popular.

Para todas estas disciplinas, coloquei arquivos em pdf de: plano de ensino e cronograma. No caso das disciplinas anuais tem um cronograma do 1º bimestre. Para as disciplinas semestrais, o cronograma é da disciplina inteira.

Está tudo aqui, na aba “material de aula”.

Recomendações

Nas aulas desta semana estou expondo o plano de ensino para os alunos, explicando o cronograma, as avaliações e seus critérios e falando um pouco sobre a metodologia das aulas e dos pressupostos teóricos da disciplina.

Estou falando, também, sobre procedimentos dos alunos.

Elaborei um slide com regras básicas de sobrevivência. Todo mundo sabe, mas é sempre bom lembrar. Está aqui o arquivo.

Depois lembrei que em 2013 eu tinha feito uma apresentação com recomendações semelhantes, só que mais detalhadas.

Segue:

 

Duas defesas em março

Como orientador, terei minhas primeiras duas defesas em março.

Quem acompanha esta página ou conhece minha trajetória sabe que sou professor colaborador no Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Paraná (PPGHIS-UFPR).

Estou lá desde 2015, participando da linha de pesquisa Arte, Memória e Narrativa. Assumi as primeiras orientandas de mestrado no ingresso de 2016 ao programa.

E agora elas estão prontas para defender as dissertações já finalizadas. Então aqui vai um jabá de orientador orgulhoso.

Luana Hauptman

A primeira banca será dia 09 de março, 14 horas, no prédio do Departamento de História (Rua General Carneiro, 460 – Ed. D. Pedro I), sala Prof. Carlos Antunes, 6º andar.

Luana Hauptman Cardoso de Oliveira irá defender sua dissertação Embates pela arte paranaense: Adalice Araújo entre a crítica jornalística e a direção do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (1986 a 1988).

A banca será composta pelos professores Artur Freitas (UNESPAR) e Paulo Reis (DEARTES-UFPR).

Thayla Walzburger Melo

A outra banca será dia 16 de março, 14 horas, no prédio do Departamento de História (Rua General Carneiro, 460 – Ed. D. Pedro I), sala Prof. Carlos Antunes, 6º andar.

Thayla Walzburger Melo irá defender sua dissertação Os sons da dissonância: a arte do protesto nas músicas de Raul Seixas e Secos & Molhados em tempos de autoritarismo (1973-1974).

Os membros da banca serão o prof. Marcos Napolitano (FFLCH-USP) e a profª. Miliandre Garcia de Souza (UEL).

Abertas ao público

As bancas são, como sempre, abertas ao público. Entrada franca, todos são convidados e bem-vindos.

Bancas de defesa de dissertação ou tese são grandes momentos da vida universitária. É quando se pode ver grandes especialistas e pesquisadores experientes discutindo a fundo. Além, claro, de ver a prova de fogo que consagra novos pesquisadores e os inicia na fase profissional da vida acadêmica.

É também um bom momento para se inteirar das pesquisas mais recentes, das descobertas mais novas. Manter-se atualizado com as novas tendências de temas, fontes históricas, correntes teóricas.

Assim, para quem assiste, bancas costumam ser mais interessantes e aprofundadas do que aulas.

6 anos com este blog

Em 5 de fevereiro de 2012 eu comecei este blog. Antes disso eu já tinha blogado no portal Blogger, do Google (ainda existem lá uns arquivos perdidos). E, principalmente, tinha publicado o blog Um drible nas certezas no portal O pensador selvagem. (Este não existem mais os arquivos, mas tenho um backup.)

Porque abri blog em endereço próprio

Problemas técnicos no servidor dO Pensador Selvagem me motivaram a procurar um endereço próprio. Por indicação de webmasters experientes, decidi procurar os serviços da Via Hospedagem. Registrei meu próprio domínio e… aqui estou, blogando até hoje.

Inicialmente eu tinha planejado republicar aqui todo o material que eu já tinha produzido em outros blogs. Além dos já citados acima, andei abrindo outras coisas no WordPress.com (blogs temáticos de minhas disciplinas e outras maluquices). Depois essa ideia entrou pro rol das muitas resoluções não cumpridas. Porque é sempre mais atrativo escrever coisa nova que organizar as coisas já escritas, não é mesmo?

Até hoje este endereço ainda é meio bagunçado, situação agravada pelo fato de que no início eu não tinha muita informação sobre segurança, e acabei instalando algum plugin vulnerável que abriu as portas para invasão de hackers. Ou será que foi um vírus que uma vez peguei no meu computador, via pendrive? Tive que fazer backup dos posts e reinstalar tudo. Desde então ainda tenho problemas com imagens de posts antigos, links quebrados e SEO.

Porque escrever em blog

Mas nada disso impede de comemorar. A ideia de blogar veio pra mim de duas vertentes: necessidade pessoal de expressão (tenho ganas de escrever, às vezes) e desejo de compartilhar informação. Acho que li em algum lugar alguma vez que compartilhar informação é um jeito de mudar o mundo (um pouquinho que seja).

Como sou professor e pesquisador, acaba sendo útil usar a página para postar material para meus alunos. De quebra, serve para quem mais se interessar pelo tema. Em tempos mais antigos eu também gostava de dar muito palpite sobre outros assuntos. Minhas aulas são sobre temas ligados a história e música. Mas eu sempre gostei de palpitar sobre religião, política, futebol, filmes, literatura, etc. Afinal, ninguém é de ferro.

Sobra cada vez menos tempo para ser palpiteiro em temas aleatórios, à medida que o trabalho de professor, pesquisador, orientador, parecerista, consome cada vez mais a atenção e as energias. Assim o blog foi ficando mais restrito aos assuntos das aulas. Mas sempre fico com ganas de escrever mais, que se soma às ganas que tenho de organizar o material que já produzi neste blog e em outros espaços. Quem sabe um dia?

O material do blog

Comecei o blog com este post, em 5 de fevereiro de 2012:

Meu próprio blog

Segundo o Google Analytics os posts mais lidos em 2012 foram estes:

Meu discurso de paraninfo para os formandos de Licenciatura em Música 2011 da FAP

Palpites e previsões infalíveis para o Brasileirão 2012

A programação 2012 da Camerata Antiqua de Curitiba

Sobre as cotas para negros nas universidades: a respeito da decisão do STF

A temporada 2012 da Orquestra Sinfônica do Paraná

Esses são os posts que atraíram mais leitores, que chegam normalmente pelos mecanismos de busca ou redes sociais. Mas quero dar também uma indicação dos posts que acho mais relevantes entre os que escrevi naquele ano. (Vai notar que, em geral, são críticas de concerto.)

Fabio Zanon: Villa-Lobos (coleção Folha Explica)

Gilson Peranzzetta, Célia e Daniel Migliavacca Quarteto nas comemorações dos 40 anos do Paiol

Stefan Geiger, a Sinfônica do Paraná e o filme de Lotte Reiniger com música de Wolfgang Zeller

O concerto de Ralf Ehlers no Simpósio de Música Nova em Curitiba

A Sagração da Primavera de Olga Roriz com o Balé Guaíra e a Sinfônica do Paraná

Pra essa comemoração acho que posso ficar nos posts de 2012. Espero escrever mais posts sobre coisas publicadas no blog em tempos anteriores. Aproveitei para atualizar imagens que estavam com problemas nos posts que linkei aqui.

 

Um ano de Kindle Unlimited

Em 6 de janeiro de 2017 eu vi uma promoção no Kindle Unlimited. A mensalidade é de R$ 19,90, um ano sairia por R$ 238,80. Mas tinha uma oferta para pagar um ano adiantado por R$ 167,16. Tentadores 30% de desconto, que fizeram experimentar uma assinatura.

A assinatura venceu, e agora chegou a hora de eu avaliar para ver se continuo pagando o serviço.

O que é Kindle Unlimited?

Pra quem não sabe, Kindle Unlimited é um serviço de assinaturas da Amazon, lançado no Brasil recentemente. Se não me engano foi em 2016.

Por uma mensalidade de R$ 19,90 você tem acesso a um catálogo de livros disponíveis para leitura. Os livros do catálogo do Kindle Unlimited não são pagos, estão incluídos na sua mensalidade. Você “empresta” os livros. Até 10 títulos por vez.

Terminou de ler, devolve. Quer pegar mais um livro, mas já tem 10 emprestados? O aplicativo ou o dispositivo Kindle te abrem a lista para você escolher qual quer devolver.

Página do Kindle Unlimited como aparece pra mim (as indicações são personalizadas)

Vale a pena ter Kindle Unlimited?

Vale a pena ter Kindle Unlimited? A resposta, claro, depende do quanto você lê. A tendência é – se ler muito deve valer. Caso contrário provavelmente não.

No meu caso, leio em quantidades razoáveis, por ofício (os assuntos que pesquiso e dou aula) e por gosto (literatura, assuntos de interesse geral). Como o ano foi mais corrido do que eu planejava, li menos do que pretendia. E é bem provável que minha assinatura não tenha valido pelo preço.

Talvez o maior benefício seja a possibilidade de experimentar coisas. Quer ler isso ou aquilo, mas seria caro comprar o livro só pra ver se é legal. Empresta no Kindle Unlimited e vê se gosta.

Com certeza valeu pela experiência de usar o serviço. Mas decidi fazer uma avaliação mais detalhada. Serve pra mim, e, porque não colocar aqui no blog?

Meus livros no Kindle Unlimited e o preço

A primeira coisa que acontece quando você tem Kindle Unlimited é que você vai adicionando coisas (como em todos os serviços de assinatura, imagino). A segunda coisa é que você não lê as coisas que adicionou.

Mas algumas coisas você lê. Então, fiz uma lista das coisas que adicionei, se li ou não, e quanto custaria se eu tivesse pagado o livro Kindle. A preço de agora, quando escrevo este post, porque não tenho como averiguar agora o preço que estava no momento em que peguei o livro.

O primeiro livro que peguei foi este do Jessé Souza. Tava curioso porque era um lançamento, foi bastante polêmico e discutido.

Se comprar agora está R$ 25,64 na versão Kindle ou R$ 31,92 o livro de papel. (Confira)

Se valeu à pena? Li uns pedaços, acho que o livro é ruim. Leitura pra quem tem o dever de discutir ideias de política e autores de história ou sociologia.

 

 

 

Victor Hugo, O corcunda de Notre Dame, tradução de Jorge Bastos, coleção Clássicos Zahar. Peguei emprestado e ainda não li. Não sei se a tradução é das melhores, mas claro que o livro é leitura obrigatória. Preço Kindle R$ 19,90, versão capa dura por R$ 29,19. (Confira)

Márcia Tiburi, Como conversar com um fascista. Pensei que seria uma grande leitura para nossos tempos políticos, mas o livro não é o que eu esperava. Li partes, abandonei depois. Não que seja ruim, só não cumpre o que promete no título. Preço Kindle R$ 12,90. Impresso R$ 25,90. (Confira)

Marcel Proust, Em busca do tempo perdido – vol. 1, No caminho de Swann. Biblioteca Azul da Globo Livros. Tradução de Mário Quintana publicada em 1948. Nova edição revista por Olgária Chaim Féres Matos, com prefácio e notas de Guilherme Ignácio da Silva e posfácio de Jeanne-Marie Gagnebin. Leitura obrigatória, claro. Coloquei na lista e ainda não li, claro. Preço Kindle R$ 24,61. Impresso R$ 30,68. (Confira)

Raiam Santos, Hackeando tudo. Livro bobagento de auto-ajuda, daqueles que a gente lê em começo de ano. Dicas de organização do tempo e produtividade. Tipo que livro que eu só leria de graça, mesmo, mas afinal ainda teve bastante coisa útil. Preço Kindle R$ 14,90. Impresso R$ 19,90. (Confira)

Eduardo Spohr, Filhos do Éden – vol.1 Herdeiros de Atlântida. Adicionei por curiosidade de conhecer o que a juventude de hoje anda lendo. Ainda não li. Preço Kindle R$ 29,90 (mas tá em promoção por R$ 26,91). Impresso R$ 49,90 (mas tem em promoção por R$ 21,90). (Confira)

Daniel Aarão Reis, Ditadura militar, esquerdas e sociedade. Coleção Descobrindo o Brasil da Editora Zahar. Leitura acadêmica pra mim, não muito prioritária. Ainda não li. Preço Kindle R$ 16,90. Não tem edição impressa disponível na Amazon. (Confira)

Nildo Viana, Rosa Luxemburgo e a autogestão social. Leitura de política, curiosidade minha. Não li ainda. Preço Kindle R$ 9,23. Não tem edição impressa disponível na Amazon. (Confira)

David Graeber, O anarquismo no século XXI e outros ensaios. Leitura de política, curiosidade minha. Não li ainda. Preço Kindle R$ 20,08. Não tem edição impressa disponível na Amazon. (Confira)

Avaliando

Esses foram os 9 livros que peguei no primeiro dia de navegação. Se fosse comprar a edição Kindle de cada um deles, daria R$ 166,06.

Por uma avaliação mais rasteira: valeu a pena. No primeiro dia de uso eu peguei livros que custariam o mesmo valor que paguei na assinatura anual.

Alguém vai argumentar: mas poucos você efetivamente leu! É verdade. Mas isso também acontece com os livros impressos que já comprei e com as edições kindle que já comprei. A gente vai comprando, olha a capa, o índice, lê a orelha, olha uns pedaços. Um dia lê. Boa parte fica nas listas intermináveis de coisas pra fazer. Ou seja, para os compradores de livro, o Kindle Unlimited pode tornar o mau hábito menos dispendioso.

Mais livros

Para completar a avaliação, eu precisaria fazer essa conta aí para o ano inteiro, mas é complicado e acho desnecessário.

Posso resumir avisando que peguei mais 23 livros do catálogo Kindle Unlimited ao longo do ano. Nem todos eu li, claro. Alguns eu li rapidamente só pra constatar que eram uma bobajada inútil, como esse ou esse. E fiquei feliz de precisar ter gastado dinheiro pra isso.

Outros eu sigo determinado a ler em breve, por interesse literário. Casos de O professor e O filho eterno.

Tem um sobre tecnologias digitais e aprendizagem que li uns pedaços. Não achei tão bom, mas esperava voltar a ele para achar coisas úteis para minha atividade de professor. Mas agora vi que não existe mais em Kindle – só o impresso.

Tem vários outros ali que pretendo ler em 2018, e que podem valer a pena manter uma assinatura.

Mas, sobretudo, tem os outros que efetivamente li e valeram a pena, porque provavelmente não teria descoberto ou não teria iniciado a leitura não fosse pelo Kindle Unlimited.

Especialmente a série Crônicas de Artur, de Bernard Cornwell. O 1º volume é O rei do inverno (preço Kindle R$ 29,90, impresso R$ 32,90 – mas tem em promoção Kindle por R$ 9,90 hoje). O 2º volume é O inimigo de Deus (preço Kindle R$ 29,90, impresso R$ 49,90). O 3º volume é Excalibur (preço Kindle R$ 29,90, impresso R$ 49,90).

O rei do inverno – primeiro volume das Crônicas de Artur de Bernard Cornwell

Essa série aí eu li com grande interesse, romance de fundo histórico misturado com ficção, muito bem escrito. Ao preço Kindle de tabela teria me custado cerca de 90 reais.

Mas a principal descoberta proporcionada pelo Kindle Unlimited foi certamente a Série Napolitana, Elena Ferrante. Entra fácil na lista das melhores coisas de literatura que li na vida, já andei dando de presente e recomendo para todo mundo. O primeiro volume – A amiga genial, peguei para ler de graça, e o preço Kindle é R$ 31,40. Os demais comprei a edição Kindle um deles numa boa promoção.

Então – tire suas conclusões: vale a pena pagar o serviço? Pra mim vale tanto quanto outras assinaturas de serviços digitais que tenho ou já tive: Netflix, Spotify, Folha de São Paulo versão digital.