Oficina Tópicos em História e Música

Os alunos do mestrado em História da UFPR realizam uma disciplina de Prática de Docência. Para tal podem dar aulas em disciplina da graduação ou ofertar uma Oficina. Esta foi a opção que decidimos fazer, ofertando a Oficina Tópicos em História e Música.

Oficina

A Oficina Tópicos em História e Música tem 12 horas de duração e é ofertada aos alunos dos cursos de História e de História, Memória e Imagem da UFPR. Demais interessados também podem cursar.

Será realizada nos dias 18/11, 25/11 e 02/12, das 13:30 às 17:30.

Temas

Os temas trabalhados nas aulas da Oficina são relacionados com as pesquisas que os alunos desenvolvem no mestrado:

dia 18/11 – Filosofia e música: Nietzche e Wagner

dia 25/11 – Rock brasileiro no Regime Militar

dia 02/12 – Rap no Brasil, marginalidade e periferia urbana

Ministrantes

Os ministrantes são alunos do Programa de Pós-Graduação em História da UFPR. São orientandos meus (prof. André Egg) na linha de pesquisa Arte, Memória e Narrativa.

dia 18/11 – Amanda Ribeiro Coutinho

dia 25/11 – Thayla Walzburger Melo

dia 02/12 – Vagner Santana de Melo

Local

Não conseguimos sala na UFPR para realizar a Oficina nestas datas, por isso as aulas ocorrerão no Campus de Curitiba II da UNESPAR – FAP. O endereço é Rua dos Funcionários 1357, bairro Cabral. Veja a localização no mapa abaixo:

O Campus fica a cerca de 3 quadras do terminal do Cabral. Na própria rua dos Funcionários, em frente ao Campus, há ponto de parada das linhas Juvevê – Água Verde, Interbairros 2 e Ligeirinho Inter 2.

A Oficina ocorrerá na Sala 1 do Bloco 1. Fica no piso superior. Quem chega no Campus entra pela cantina. O Bloco 1 fica à esquerda. É necessário ir até o fim do corredor e subir a escada. Chegando ao piso superior toma-se o corredor à esquerda. A Sala 1 é a primeira porta do lado esquerdo.

Mais informações

Mais informações sobre a Oficina, cronograma, temas a serem trabalhados e metodologia estão neste arquivo.

Todas e todos são bem-vindos. Quem é aluno dos cursos do Departamento de História terá a Oficina validada conforme as normas do curso. Outros interessados que cursarem poderão receber declaração emitida pelo Grupo de Pesquisa em Música, Cultura e Sociedade, que é um dos promotores do curso.

Outubro de 2017

Como já é de praxe, e atrasado como sempre, é hora de postar aqui um resumo das coisas que andaram acontecendo em outubro de 2017 na minha vida profissional e acadêmica.

Mudança de casa

Não é só na vida profissional e acadêmica não. Na vida pessoal também, um pouquinho.

Saí do bairro Santa Cândida, onde morei por quase 9 anos (desde janeiro de 2009). Vivi dias muito felizes lá, mas já estava mais que na hora de mudar. Tanto pelos pequenos problemas no imóvel, que viviam me atazanando, como pela necessidade de mais espaço, melhor localização e preço mais adequado.

De fato conseguimos um ótimo imóvel, com espaço para acomodar melhor um casal com filhos quase adolescentes e ter um escritório de trabalho. A casa antiga já estava tipo entra um livro novo tem que sair algum morador. Sem falar que não havia espaço adequado para ler, pesquisar, escrever, coisa que fazemos eu e a Maris.

A esperança é que na nova casa vocês vejam alguma melhora no resultado do nosso trabalho. Entre outras coisas porque teremos mais tranquilidade pra isso.

Quero ressaltar que, como professor da UNESPAR, dependo de espaço “home office” pago às próprias expensas para fazer meu trabalho. Na universidade não temos sala de aula suficiente, nem sala para atendimento a alunos, nem espaço suficiente de estudo na biblioteca, nem sala de departamento, nem muito menos gabinete de professores. Nem espaço de convivência também. Seguimos sendo uma universidade que o governador Beto Richa criou na lei mas não deu recursos orçamentários para funcionar nem muito menos para criar o espaço físico adequado.

Projeto Transcultur@

Em outubro finalizei o texto que vou enviar para o Dicionário de História Cultural Transatlântica. Trata-se de um projeto muito interessante, envolvendo pesquisadores e universidades da França, Brasil e Estados Unidos. Investiga-se o trânsito de pessoas, livros, obras, ideias pelo Atlântico.

Meu texto será “Música de concerto no Brasil e circulações transatlânticas: o modernismo musical” que escrevi a convite e sob coordenação do prof. Marcos Napolitano, da USP.

Ainda não está no ar, claro, tenho muita coisa pra fazer antes de ficar pronto o verbete (por enquanto só escrevi o texto, faltam os montes de coisas para linkar – imagens, sites, etc).

Mas assim que tiver novidades conto aqui. Por enquanto, dá pra saber do projeto neste site.

Qualificações de minhas orientandas

A coisa mais importante que fiz em outubro foi ver minhas primeiras orientandas de mestrado qualificando.

Eu tive muita sorte de começar a vida de orientador com alunas tão boas para trabalhar comigo. A Luana e a Thayla fizeram tudo certo, escreveram bons trabalhos e passaram com louvor pelas qualificações.

Vocês não sabem como os orientadores tem medo de pegar alunos que não conseguirão fazer o trabalho. Sim, porque é difícil conseguir bons orientandos de pós-graduação. Nem todo mundo está a fim ou tem o pique necessário para mestrado e doutorado. E é claro, quem faz o trabalho é o aluno, o orientador só orienta. Se a pessoa não se dedicar muito, não há o que faça o trabalho ficar bom.

Então, foi assim:

Dia 09 de outubro estivemos eu, Artur Freitas e Rosane Kaminski para avaliarmos o trabalho de Luana Hauptman Cardoso de Oliveira. O título foi Embates pela arte paranaense: Adalice Araújo entre a crítica jornalística e a direção do Museu de Arte Contemporânea do Paraná. Trabalho aprovado, lá por fevereiro ou março vocês terão notícias da defesa final.

Dia 16 de outubro estivemos eu, Miliandre Garcia de Souza e Allan de Paula Oliveira para avaliarmos o trabalho de Thayla Walzburger Melo. O título foi Os sons da dissonância: a arte do protesto nas músicas de Raul Seixas e Secos & Molhados em tempos de autoritarismo (1973-1974). Trabalho aprovado, aguardem a defesa final para fevereiro ou março.

Ambas as pesquisas fazem parte do meu projeto “Crítica e história: noções de identidade, engajamento e valor na produção artística conforme a discussão em textos impressos”. É o trabalho que estou desenvolvendo na linha de pesquisa Arte, Memória e Narrativa no programa de Pós-Graduação em História da UFPR. Veja mais sobre o projeto lendo a descrição no meu currículo lattes.

Este ano devo assumir novos orientandos que se inscreveram na seleção para 2018, conforme propagandeei neste post:

Lançado o edital de seleção 2018 do PPGHIS-UFPR

Fiquem atentos para as próximas seleções.

Os TCC de meus orientandos

Também foi em outubro que meus orientandos de TCC na UNESPAR entregaram os trabalhos finais. As bancas serão em novembro, fiquem de olho. Aqui tem o edital com as informações sobre todas as bancas. (Com 16 alunos defendendo seus trabalhos, esse será o recorde na história do curso)

Os trabalhos que orientei são:

Renan Alfredo de Medeiros D’Ávila – A crítica musical de Mário de Andrade no Diário Nacional em 1927, 1928 e 1929. Participarão da banca a professora Laize Guazina (como coordenadora de TCC) e o professor Fabio Poletto como convidado. A banca será dia 28 de novembro às 15:30, no Auditório Antonio Melillo da FAP (Campus de Curitiba II da UNESPAR).

Este é o primeiro TCC que oriento que resulta da pesquisa que desenvolvo. O Renan foi meu orientando de Iniciação Científica em 2015/16. O trabalho dele incorpora também informações levantadas por outros orientandos que seguem trabalhando no projeto em 2016/17 e 2017/18 no Programa de Iniciação Científica da UNESPAR.

Clara Jansson Barros – Interação entre o sagrado e o secular na música evangélica: um estudo em discos dos grupos Vencedores por Cristo e Diante do Trono. Participarão da banca a professora Laize Guazina e o professor Allan Oliveira. A banca será dia 28 de novembro, às 13:30, no Auditório Antonio Melillo da FAP (Campus de Curitiba II da UNESPAR).

O trabalho da Clara veio de encontro ao meu interesse de pesquisa com a música evangélica brasileira. Já fiz várias orientações relativas a esse tema quando fui professor na Faculdade Teológica Batista do Paraná e também na FAP. O primeiro texto acadêmico que escrevi sobre isso foi o capítulo para o livro do Joêzer. Espero que seja o primeiro de vários.

Links

Em outubro, saiu o post no blog do Grupo de Pesquisa, disponibilizando o livro da professora Ana Paula Peters:

Ana Paula Peters: Nas trilhas do choro

Como já fiz em agosto e setembro, deixo a seguir uma lista dos posts mais lidos aqui do blog no mês de outubro (conforme estatísticas do google analytics).

Meu discurso como professor homenageado dos formandos 2012 de música da FAP

Os cânticos dos cristãos nos primeiros séculos

Joezer Mendonça: O som da reforma

Orquestra Sinfônica do Paraná é uma das 5 melhores do Brasil?

A importância das orquestras e sua manutenção

História da Música Brasileira – aula 02

Meu discurso de paraninfo para os formandos de Licenciatura em Música 2011 da FAP

Sobre a música de teclado no século XVII

História da Música Brasileira – uma bibliografia

Sobre a notação da música grega antiga

 

Setembro de 2017

Eu sei, eu sei, está tarde demais para fazer um post sobre setembro de 2017 aqui no blog, mas a correria está grande, e é o que tem pra hoje.

UNESPAR

Foi em setembro que finalizamos as discussões preliminares e encaminhamos para a Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (PROGRAD-UNESPAR) a versão preliminar dos novos PPC (Projetos Pedagógicos de Curso).

A PROGRAD deverá fazer uma avaliação técnica e os projetos deverão voltar para ajustes finais nos colegiados. Então sobem para apreciação no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE-UNESPAR). Aprovados ali, serão implantados em 2018.

A elaboração destes projetos rendeu ótimas discussões. Teremos diversas melhorias nos cursos. Algumas bem básicas e normais em universidades, mas que ainda não tínhamos, como disciplinas semestrais e matrícula por disciplinas (acredite, ainda praticamos esse negócio horrendo chamado matrícula seriada).

Mas o melhor de tudo é que discutimos e vamos implantar um núcleo comum de disciplinas entre os cursos do Centro de Música e Musicoterapia do Campus de Curitiba II (FAP) e destes com os cursos de música do Campus de Curitiba I (EMBAP). Isso favorecerá muito o fluxo dos alunos na matriz curricular e a mobilidade de alunos e professores na UNESPAR, com maior diversidade de horários disponíveis.

Considero que esta é uma das maiores melhorias que a UNESPAR está passando. Faz parte das exigências do Conselho Estadual de Educação para o processo de credenciamento da Universidade. No caso do nosso curso de Bacharelado em Música Popular o processo foi atrasado pela implantação da universidade, pois já tínhamos discussões avançadas desde 2012 para uma nova matriz curricular.

Mestrado em música

Já faz um tempo que estamos projetando um mestrado em música na UNESPAR. Até o momento não fomos bem sucedidos em nossas tentativas junto à CAPES.

O projeto que submetemos em 2017 foi aprovado em todos os quesitos menos um: indicativos de produção docente.

Continuamos trabalhando nisso, e reapresentamos o projeto este ano. Foi em setembro que finalizamos as discussões, e a documentação. Em outubro deve ser feita nova submissão à CAPES. Esperamos sucesso desta vez.

A novidade é foi feito um processo convidando novos professores. Vários manifestaram interesse e tiveram seus currículos avaliados conforme as recomendações da CAPES (projetos de pesquisa ativos, experiência de orientação, publicações qualificadas).

Tivemos vários docentes aprovados e incorporados à proposta. Com isso nossa equipe aumentou. Se formos aprovados pela CAPES este ano, um dos fatores terá sido esse aumento no nosso “time”.

Pós-graduação em História

Foi em setembro que o pessoal fez as inscrições para o mestrado e o doutorado em história da UFPR. Eu tinha dado a dica e convocado os interessados aqui no blog:

Lançado o edital de seleção 2018 do PPGHIS-UFPR

Felizmente eu tive alguns corajosos que se inscreveram para tentar mestrado e doutorado sob minha orientação.

Sempre tem também aqueles não conheço e trazem bons projetos. Até hoje só peguei orientandos assim. Se eu pegar ex-alunos de graduação ou projetos próximos das minhas pesquisas este ano, será uma grande novidade.

O portal do processo seletivo para 2018 tem os editais com os inscritos, e em breve deve sair o resultado das provas teóricas. Após isso teremos as avaliações dos projetos e as entrevistas.

Bancas

Uma das coisas legais da vida de professor doutor é participar de vez em quando de bancas de trabalhos muito interessantes.

Em setembro participei da Qualificação do mestrado de Francisco Okabe, orientando do professor Edwin Pitre-Vásquez. O Francisco está fazendo um trabalho muito interessante sobre Waltel Branco. Acho que é a primeira pesquisa em um curso de pós Stricto Sensu sobre o músico.

O trabalho vai ficar bem interessante. Já tem um catálogo das gravações em que Waltel participou (discos autorais, participações como violonista, como guitarrista, como compositor, como arranjador, como produtor). Vai ter ainda mais coisa interessante até o final.

Uma das melhores coisas foi conhecer de perto o professor Ivan Vilela, da ECA-USP. Depois da banca ele fez uma fantástica palestra-show no DAERTES/UFPR, com a viola caipira e muitas histórias interessantíssimas.

Livro

Foi em setembro que saíram as informações do livro O som da reforma, organizado por Joêzer Mendonça. Sou autor do capítulo sobre música e a reforma calvinista. Sobre este livro fiz um post explicativo em setembro, aqui no blog:

Joezer Mendonça: O som da reforma

Capa do livro O som da reforma que sai pela Editora CRV

A novidade é que já peguei meus exemplares, e comprei uma cota extra – tenho alguns para vender.

Posts mais lidos

A quem interessar possa, estes são os posts mais lidos deste blog em setembro, segundo estatísticas do Google Analytics:

Meu discurso como professor homenageado dos formandos 2012 de música da FAP

 

Os cânticos dos cristãos nos primeiros séculos

 

Orquestra Sinfônica do Paraná é uma das 5 melhores do Brasil?

 

Meu discurso de paraninfo para os formandos de Licenciatura em Música 2011 da FAP

 

Quando começa a História da Música?

 

Jorge Amado: Seara vermelha (1946)

 

Lançado o edital de seleção 2018 do PPGHIS-UFPR

 

Música nos primeiros séculos de colonização da América Portuguesa

 

Joezer Mendonça: O som da reforma

A importância das orquestras e sua manutenção

Joezer Mendonça: O som da reforma

A uns dias atrás eu contei aqui no blog que eu tinha escrito um capítulo para um livro sobre a música na reforma protestante. Pois bem, já está pronto. Na verdade falta imprimir a tiragem, mas já está em pré venda no site da editora. O livro é O som da reforma: a música no tempo dos primeiros protestantes, organizado por Joêzer Mendonça.

O livro, é claro, aproveita a ocasião da comemoração dos 500 anos da reforma luterana para fazer uma saudável e interessante discussão.

O livro

Capa do livro O som da reforma que sai pela Editora CRV

O livro está saindo pela Editora CRV, a mesma que já lançou nosso Música, cultura e sociedade: dilemas do moderno. É um livro coletivo, com vários autores, cada um escrevendo um ou mais capítulos temáticos.

Os assuntos envolvem o pensamento sobre música e as mudanças promovidas pelas várias tradições reformadas. Tem capítulos sobre luteranos, calvinistas, anabatistas, catolicismo tridentino (reforma católica). Acho que só faltou um capítulo mais específico sobre os anglicanos. É claro que eu ainda não li o livro, pode ser que o assunto esteja no capítulo sobre reforma na Escócia e na Inglaterra.

Informações sobre o livro, capa, sumário, apresentação, podem ser vistos aqui na página da editora. Ali também dá pra reservar seu exemplar, ao preço promocional de R$ 35,90 (o preço oficial é R$ 41,90).

Os autores

O livro foi organizado por Joêzer de Souza Mendonça, professor da PUC-PR, Doutor pela UNESP, pesquisador da música sacra evangélica. Sobre este assunto ele já publicou o livro Música e religião na era do pop.

Ele convidou vários autores que tem uma boa trajetória acadêmica e que são pesquisadores ou interessados no tema da música religiosa e das tradições reformadas.

Os autores são: Joêzer Mendonça (PUC-PR), André Egg (UNESPAR), Dorotéa Kerr (UNESP), Isaac Malheiros, Jaqueline Dolghie, Jetro Meira de Oliveira (UNASP), Jane Borges (UFSCar), Kátia Kato, Marcell Steuernagel, Márcio Antonio de Almeida (UNISAL), Parcival Módolo.

Lançamento

Em breve o livro estará impresso e disponível. Acredito que haverá algum evento de lançamento, no mínimo nas universidades dos autores envolvidos. Teremos alguma coisa sobre ele também na 1ª Jornada de Música e Religiosidades da PUC-PR (dias 7 e 8 de novembro).

Agosto de 2017

Agosto de 2017 passou cheio de acontecimentos, mas não aqui no blog. Não tenho escrito nada senão estes resumos mensais, porque a vida anda muito corrida com as aulas e a produção acadêmica.

Os últimos posts são:

Maio de 2017

Junho de 2017

Julho de 2017

Grupo de Pesquisa

O Grupo de Pesquisa em Música, Cultura e Sociedade tem um blog, lá também a produção de textos vai devagar, ainda temos informação atrasada a publicar. Em agosto postei lá sobre textos que são resultado de pesquisas de Iniciação Científica do Grupo, que foram apresentados no evento da UNESPAR em 2016, e que saíram em anais.

Publicados os trabalhos apresentados no EAIC 2016

O Pensador Selvagem

Já contei aqui que o portal O Pensador Selvagem voltou à ativa, e criei lá a coluna Cena Contemporânea. Tenho várias ideias de posts para escrever, mas por enquanto não tá dando tempo.

Mas em agosto saiu lá:

Conexões globais no violão de Fabricio Mattos

O próximo texto, que eu já devia ter escrito, mas o tempo não está parando pra eu fazer isso, é sobre a Bienal Música Hoje. Ela foi realizada em Curitiba, em sua quarta edição, e teve muito concerto interessante, a maioria com estreias de obras. Assim que conseguir fazer lá o texto, aviso aqui também.

Trabalhos acadêmicos

Talvez eu não escreva mais tanto no blog porque estou dedicando mais tempo à vida acadêmica.

Minhas primeiras orientandas de mestrado vão qualificar em outubro – trabalhos bem interessantes, vou contar mais detalhes aqui depois. Aliás, ótima ocasião para lembrar que faltam poucos dias para encerrar as inscrições para a seleção do mestrado e doutorado em História da UFPR. Escrevi explicações e dei links aqui:

Lançado o edital de seleção 2018 do PPGHIS-UFPR

Este ano tenho muitas turmas, como vocês podem ver aqui na aba Material de Aula. Estou me quebrando para preparar aulas, atualizar o referencial, os exemplos e, principalmente, tá bem corrido para corrigir os trabalhos.

Além disso, tem a turma boa fazendo TCC, PIC e o trabalho do Grupo de Pesquisa para tocar.

Fora isso, vocês sabem, porque já contei aqui, saíram livros este ano:

Música, cultura e sociedade: dilemas do moderno é o que eu organizei. Tem texto meu e de muita gente fera. Já vendeu um bocado nos eventos que fizemos, mas ainda tem vários exemplares comigo, e estou vendendo pela Amazon.

Também tenho uns exemplares do Com som, sem som. Liberdades políticas, liberdades poéticas, organizado por Heloísa Valente e Simone Pereira. Além dos muitos textos legais que saíram no volume, tem um capítulo meu cujo título é “O papel do compositor em debate na imprensa escrita: Brasil, décadas de 1920 a 1960”. Está à venda na Amazon, também.

Vai sair em breve um volume organizado por Joêzer Mendonça, pela editora CRV, sobre música na reforma protestante. Escrevi um capítulo sobre música e calvinismo. Assim que sair conto aqui.

Leituras

Sou meio confuso com as leituras, muita coisa começo e paro, não consigo contar muito aqui. Agora, se tem uma coisa que me empolgou em agosto, assim como já tinha sido em julho, foi ler a série napolitana de Elena Ferrante.

Depois que peguei o primeiro da série pelo Kindle Unlimited, dei sequência até o quarto volume. É o tipo de livro que não se consegue parar de ler. Pra mim, além do interesse pela literatura, pela personagem Elena Greco, que me cativou incrivelmente, tem todo o fundo histórico.

É uma história de amizade, da relação entre as mulheres e o mundo masculino, das dificuldades nos estudos (por ser mulher e por ser da periferia pobre de Nápoles) e na vida profissional. Mas sobre tudo, há grandes insights sobre a vida intelectual e política da Itália dos anos 1960 a 1980 – só essa parte já vale, e me faz ficar com aquele senso de dever de estar me divertindo e ao mesmo tempo aprendendo alguma coisa de história.

Os quatro volumes da série napolitana, de Elena Ferrante

P.S. os posts mais lidos deste blog em agosto foram (segundo o google analytics):

Meu discurso como professor homenageado dos formandos 2012 de música da FAP

Meu discurso de paraninfo para os formandos de Licenciatura em Música 2011 da FAP

Os cânticos dos cristãos nos primeiros séculos

Lançado o edital de seleção 2018 do PPGHIS-UFPR

Orquestra Sinfônica do Paraná é uma das 5 melhores do Brasil?

Julho de 2017

Muita coisa aconteceu em julho de 2017, menos neste blog. Não publiquei nada aqui neste mês. Mas há outras coisas interessantes. Veja, primeiro, os resumos que fiz dos meses anteriores:

Junho de 2017

Maio de 2017

Abril de 2017

Mestrado e doutorado em História da UFPR

Como contei no post linkado abaixo, estão abertas as inscrições para o mestrado e doutorado em história da UFPR. Sou um possível orientador, principalmente se você quiser pesquisar assuntos que liguem música e história.

Lançado o edital de seleção 2018 do PPGHIS-UFPR

Neste texto tem os links para edital e página de inscrições.

Novo livro

Nos meses anteriores deste ano você já viu notícias por aqui do livro Música, cultura e sociedade, do qual sou organizador.

 

Capa do livro Música, cultura e sociedade: dilemas do moderno

Só pra lembrar, o livro está à venda na Amazon.

Também já contei que saiu um capítulo meu no livro Com som, sem som organizado por Heloísa Valente e Simone Pereira:

Capa do livro Com som, sem som, lançado pela Editora Letra e Voz

A novidade é que vai sair mais um texto meu em livro, provavelmente em outubro ou novembro.

Escrevi o texto em julho, é sobre música na reforma calvinista, e vai fazer parte de um volume sobre música nas reformas protestantes. O livro aproveita a onda de estudos e lançamentos por ocasião dos 500 anos da reforma. Foi organizado por Joêzer Mendonça, e deve sair também pela editora CRV.

Assim que estiver pronto conto aqui.

A volta de O Pensador Selvagem

A outra grande novidade de julho é que o portal O Pensador Selvagem está de volta. Depois de alguns anos inativo, Rafael Reinehr e Patricia Louzada retomaram o projeto editorial e relançaram o sítio, com visual renovado.

Me propus a manter lá uma coluna na seção “Arte e cultura“. Minha coluna vai se chamar “Cena contemporânea“, e deve trazer textos de crítica cultural em geral.

Por enquanto está lá o post com explicações inicias, breve começa o assunto pra valer:

Voltando a O Pensador Selvagem

Quero reforçar aqui que foi no antigo portal do Pensador Selvagem que tive o blog Um drible nas certezas. Foi devido aos problemas de servidor que levaram ao fechamento do antigo portal que acabei abrindo este endereço pessoal, conforme contei aqui no post de estreia, em 2012:

Meu próprio blog

Mas foi certamente no Pensador Selvagem que desenvolvi minha escrita na internet, e onde também aprendi muito com colunistas e blogueiros que fizeram um dos melhores portais da virada das décadas de 2000 e 2010.

Com isso espero manter um espaço um pouco mais plural, que substitua o espaço que mantive no finado blog História Cultural, que escrevi no portal do finado jornal Gazeta do Povo entre 2011 e 2015. (O jornal Gazeta do Povo não é mais publicado em forma impressa, o portal ainda existe, bem como os arquivos do meu blog.) Contei sobre o fim deste blog neste post:

O blog História Cultural será descontinuado

Então estão todos convidados a acompanhar – minha coluna e o trabalho dos colegas, que deve ser bem interessante.

Livros, filmes, discos, etc

Sem muito tempo pra escrever resenhas ou comentários do que ando lendo e/ou assistindo, então aqui vão os comentários à queima roupa:

Capa do primeiro livro da Série Napolitana

Aproveitei um tempinho do recesso da UNESPAR e o fato de eu ter o livro disponível no Kindle Ilimitado. E só posso dizer uma coisa: pare o que está fazendo e vá logo ler. Li A amiga genial, o primeiro da série, e agora estou com História do novo sobrenome, sua continuação. A escritora italiana Elena Ferrante (pseudônimo) usou a voz narrativa de Elena Greco, uma garota de um subúrbio de Nápoles dos anos 1950, para contar contar a história de sua amizade com Rafaella Cerullo.

A história é da amizade das duas, mas é muito mais que isso. É uma história do mundo contemporâneo visto pela garota que é a personagem principal. É a história de crescer, enfrentar o passado nebuloso (guerra, fascismo, machismo, violência, pobreza) e o futuro incerto. É a história de duas mulheres, vivendo numa época em que o lugar feminino no mundo mudou tanto, embora ainda seja tão pouco. Vai nesta linha que tanto gosto, que é a de fazer livro de ficção ao mesmo tempo em que faz livro de história.

Também estou lendo esta interessantíssima história da Segunda Guerra, construída principalmente a partir de depoimentos de pessoas comuns que enfrentaram seus horrores. Livro muito bem escrito, ótima pesquisa:

Tem mais coisa, mas o tempo tá curto. Bora trabalhar um pouco, e em breve prometo escrever melhor sobre estas coisas aqui.

Posts mais lidos

Se alguém quiser saber, o Google Analytics me contou que estes foram os posts mais lidos nesta página em julho:

Meu discurso como professor homenageado dos formandos 2012 de música da FAP

Os cânticos dos cristãos nos primeiros séculos

Meu discurso de paraninfo para os formandos de Licenciatura em Música 2011 da FAP

Quando foi inventado o canto gregoriano?

Orquestra Sinfônica do Paraná é uma das 5 melhores do Brasil?

Junho de 2017

Já estamos em junho de 2017! Os meses passam cada vez mais rápido nessa vida, e eu dificilmente dou conta de acompanhar!

Junho já passou faz um tempo, e eu atrasado para contar os babados aqui no post mensal. O problema é que o mês passou cheio daquelas coisas todas de trabalho que a gente não escreve em blog porque não vale a pena e/ou não dá tempo.

O que aconteceu em junho aqui nesta página ou em outras páginas em que escrevo?

Que ainda não tenha contado em abril e maio?

Abril de 2017

Maio de 2017

Bem, as novidades foram:

Lançamento do livro em São Paulo

Dia 8 teve lançamento do livro na USP, num bate papo com o professor Marcos Napolitano. O evento foi pequeno, mas uma boa oportunidade para debater e conversar sobre pesquisa em história e música.

Fiz um post divulgando na página do grupo de pesquisa:

Lançamento do livro em São Paulo

Saiu o edital de seleção do mestrado e doutorado em História da UFPR

E como sou orientador lá no programa, professor colaborador na linha de pesquisa Arte, Memória e Narrativa, escrevi um post aqui no blog divulgando, dando links e algumas explicações sobre o processo.

Lançado o edital de seleção 2018 do PPGHIS-UFPR

Fiquei surpreso com a quantidade de gente legal que já mostrou interesse e está conversando sobre projetos. Acredito que vou ter trabalho nessa seleção.

Lançado o edital de seleção 2018 do PPGHIS-UFPR

Banner da página do Programa de Pós-Graduação em História da UFPR

O Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Paraná divulgou informações sobre a seleção para os cursos de mestrado e doutorado. As informações vem em documento próprio – o edital de seleção 2018 do PPGHIS-UFPR.

As informações do edital e links para inscrição estão disponíveis nesta página. Informações complementares sobre linhas de pesquisa estão nesta página.

Prazos do edital

Este ano o edital veio com mudanças em relação aos anos anteriores, principalmente nos prazos. Veja a seguir a tabela apresentada no item 3 do edital – “Do calendário do processo de seleção”, páginas 2 e 3:

Calendário da seleção para 2018 do PPGHIS-UFPR, conforme edital

As inscrições são até 15 de setembro, um pouco mais de prazo em relação aos editais anteriores. E as provas, avaliação dos projetos e entrevistas ocorrerão entre 6 de outubro e 24 de novembro.

Projeto de pesquisa

Importante notar que a inscrição exige projeto de pesquisa. A explicação sobre o formato do projeto e critérios de avaliação do mesmo estão no item 6 do edital, páginas 5 e 6. Os principais elementos que deverão estar no projeto são: Definição do objeto e problemática; Justificativa; Objetivos; Quadro teórico-metodológico; Tipologia das fontes. Os principais critérios de avaliação são: adequação às linhas de pesquisa; delimitação do objeto; domínio da historiografia pertinente ao tema; descrição e análise das fontes, sua pertinência com o objeto e disponibilidade; viabilidade de execução dentro do prazo.

Os projetos de mestrado podem ter até 15 páginas e os de doutorado até 20. O curso de mestrado tem duração de 2 anos, o de doutorado 4 anos. A avaliação dos projetos será feita entre 30 de outubro e 13 de novembro pelos colegiados das linhas de pesquisa. Somente serão avaliados os projetos dos candidatos aprovados na primeira etapa – prova escrita.

Prova escrita

Dia 06 de outubro será realizada a prova escrita, com questões sobre a bibliografia indicada no item 5, página 4 do edital. A seguir uma imagem desta parte do edital:

Bibliografia para prova escrita da seleção 2018 do PPGHIS-UFPR

Linhas de pesquisa

O Programa de Pós-Graduação em História da UFPR tem 4 linhas de pesquisa, cuja apresentação pode ser consultada neste link e cujo corpo docente pode ser consultado neste link. No nome de cada docente há link para uma página de apresentação, com breve currículo e interesses de pesquisa. Normalmente há também um email para contato, e por estes endereços pode-se conversar sobre possíveis projetos.

Não posso dizer muita coisa sobre as demais linhas de pesquisa por não conhecer bem o trabalho de todos os professores. Em geral, o Programa é bem avaliado pela CAPES, recebendo conceito 5 há muitos anos (a CAPES avalia com conceitos de 3 a 7). Eu fui aluno de mestrado no programa entre 2002 e 2004, quando os docentes e as linhas de pesquisa não eram os mesmos de agora.

Posso dizer, com entusiasmo, da linha de pesquisa Arte, Memória e Narrativa (AMENA), da qual participo junto com ótimos colegas. Sou professor colaborador no programa, o que significa que não sou professor da UFPR nem tenho disciplinas na pós. Sou orientador e participo das atividades da linha de pesquisa. Garanto que ali na AMENA temos um ótimo ambiente de trabalho, professores empenhados e assuntos muito interessantes para pesquisa. Coisas como cinema, literatura, artes visuais, quadrinhos, música, que são nossos objetos para pensar questões mais amplas de história.

Para você ter uma ideia do nível desse time: somos eu (André Egg), Artur Freitas, Claudio Machado, Clovis Gruner, Rosane Kaminski e Vinicius Honesko. Disponibilizamos ao todo 17 vagas, sendo 10 de mestrado e 7 de doutorado – conforme o item 2, página 2 do edital.

Posso orientar

Sou novo no programa – entrei em 2015 e assumi as primeiras orientações em 2016. Nos editais passados eu era apenas orientador possível para mestrado. Agora poderei assumir também orientações de doutorado.

Meus temas seriam principalmente os que relacionam música e história, embora eu também esteja trabalhando com orientação de projetos que não são de música, mas abordam questões de crítica de arte, mercado de bens culturais, arte e política, e outras cercanias.

Talvez você seja graduado em música e esteja se perguntando: posso fazer um mestrado em história? A resposta é sim, muito sim. Eu mesmo fiz isso. É fácil? Não – significa transitar por uma bibliografia de outra área do conhecimento. É impossível? Não – mas requer esforço de leitura. Não apenas da bibliografia indicada para a prova, mas de textos gerais sobre teoria e metodologia da pesquisa em história. Textos clássicos como Introdução à história, de Marc Bloch, ou História/Memória de Jacques Le Goff são quase obrigatórios. Algumas colheradas de Hobsbawm, Foucault, Benjamim, Ginsburg, Chartier, Bourdieu não farão mal a ninguém. Pilares da pesquisa em história e música no Brasil, como Marcos Napolitano, são altamente recomendados. E claro, tem muita bibliografia específica de bons historiadores sobre a maioria dos temas de história e música no Brasil, por exemplo.

Talvez você seja graduado em história ou outro curso da área das Ciências Humanas e esteja pensando: posso pesquisar sobre música se não leio partitura e nem toco nenhum instrumento? Sim, muito sim. Para pesquisar sobre música é necessário primordialmente ouvir música, discutir música, ler sobre música. Grandes pesquisadores tem escrito livros seminais de história e música no Brasil sem nunca terem tocado um instrumento ou lido uma partitura. Certamente você não será a primeira ou o primeiro a trilhar este caminho.

Em ambos os casos, pretende-se que o orientador sirva para ajudar a navegar nestes mares revoltos.

Aguardo contatos para conversar sobre os projetos!

Maio de 2017

Atrasado, mas tentando não deixar em branco – lá vai o resumo do que foi o mês de maio de 2017 neste blog.

Antes, links para o resumo dos meses anteriores:

Janeiro de 2017

Fevereiro de 2017

Março de 2017

Abril de 2017

Bem, é isso, não tem mais nada. Não deu tempo de escrever aqui na página. Entrei na espiral infinita de corrigir trabalhos. Como agora tenho 6 turmas, e já tinha perdido um pouco a prática, estou muito mais empenhado do que pensei que seria.

Grupo de Pesquisa

Para não dizer que não teve texto, saíram duas notícias na página do Grupo de Pesquisa. Uma sobre o Seminário de Iniciação Científica que fizemos com nossos alunos. Outra sobre um evento de lançamento do livro na USP:

Seminário de Iniciação Científica 2017

Lançamento do livro em São Paulo

Nosso livro

A boa notícia é que nosso livro Música, cultura e sociedade: dilemas do moderno tem tido boa repercussão.

Capa do livro Música, cultura e sociedade: dilemas do moderno

Dia 24 fizemos um lançamento do livro no SIMCAM (Simpósio de Cognição e Artes Musicais). Fizemos uma mesa com os professores Allan Oliveira, Ana Paula Peters e Danilo Ramos, além de mim.

Dos exemplares que comprei da editora já vendi mais da metade. Estou vendendo também pelo marketplace da Amazon – se você não comprou e não está em Curitiba para pegar seu exemplar pessoalmente, pode comprar por lá.

Mais um livro

Outra novidade interessante é que chegaram meus exemplares do livro Com som, sem som: liberdades políticas, liberdades poéticas, organizado por Heloísa Valente e Simone Pereira. Escrevi um capítulo, cujo título é “O papel do compositor em debate na imprensa escrita: Brasil, décadas de 1920 a 1960.”

Esse texto é o resultado de uma fala que fiz no Congresso MUSIMID 2014. O livro surgiu das falas de alguns dos conferencistas deste evento, e tem vários textos muito interessantes.

Capa do livro Com som, sem som, lançado pela Editora Letra e Voz

Você pode ver mais informações sobre o livro, sumário, etc., na página da editora.

Abril de 2017

Eu sei, eu sei, foi mal. Está bem tarde para escrever sobre abril de 2017. É que abril foi um mês agitado. Começou o ano letivo 2017 na UNESPAR, e eu assumi várias disciplinas. Estou com um conjunto de matérias e turmas que eu não tinha desde 2014. Então, mais trabalho para preparar tudo (sem falar que a definição de quais matérias cada um assumiria foi muito tarde, por causa de um entrave jurídico no Teste Seletivo que impediu a contratação de um professor substituto). Além disso, tem as orientações de IC e de mestrado, o Grupo de Pesquisa

Lançamento do livro

Uma das coisas que agitou abril foi a organização dos eventos de lançamento do livro Música, cultura e sociedade: dilemas do moderno, que eu organizei e saiu pela Editora CRV.

Estamos fazendo eventos acadêmicos, onde vários autores participam de uma mesa para conversar sobre seus capítulos. O primeiro foi na FAP (UNESPAR – Campus de Curitiba II), no dia 11 de abril. E o segundo foi no Programa de Pós-Graduação em História da UFPR, no dia 17. Contei sobre ambos neste post:

Lançamento do livro Música, cultura e sociedade

Tem outros eventos programados (e um até já aconteceu na EMBAP, Campus de Curitiba I) – mas isso é assunto para maio.

Capa do livro Música, cultura e sociedade: dilemas do moderno

O importante é que o livro foi resultado de pesquisas que estão somando um esforço reflexivo, e que faz parte do processo para criarmos um mestrado em música na UNESPAR. Já participamos duas vezes do processo de avaliação da CAPES, e ainda não fomos aprovados. Continuamos insistindo.

Tenho exemplares do livro para vender (já vendemos quase metade da cota que pegamos na editora) – quem quiser pode procurar comigo. O livro está à venda na Livraria da Travessa. Também é possível encomendar pelo site da editora.

Posts no blog

Pelos mesmos motivos do atraso com este post, não saiu muita coisa aqui no blog em abril. A lista vem a seguir, e inclui um post já linkado acima:

Já estão no ar meus Planos de Ensino 2017

Lançamento do livro Música, cultura e sociedade

Eduardo Jardim: Eu sou trezentos – Mário de Andrade, vida e obra

Veja também os posts sobre os meses anteriores:

Março de 2017

Fevereiro de 2017

Janeiro de 2017

Minhas aulas na UNESPAR

Abril foi o mês da retomada. Começamos o calendário 2017, e pretendemos fechar este ano alinhando o calendário acadêmico com o calendário solar. Devido a problemas com o vestibular, greves docentes e ocupação estudantil, passamos os últimos anos às voltas com calendários irregulares. Agora acho que podemos terminar o ano no prazo e começar 2018 na época propícia.

Este ano não escrevi posts novos aqui no blog sobre minhas disciplinas. Mas tem posts dos anos anteriores que estou usando nas aulas. Além disso tem links para alguns slides que ando mostrando para os alunos. As disciplinas que eu trabalho são História da Música I, II, III e IV no curso de Bacharelado em Música Popular e História da Música e História da Música Brasileira no curso de Licenciatura em Música.

A seguir os links referentes aos assuntos das aulas de abril:

Slides de uma aula sobre a República Musical

Slides de uma aula sobre Beethoven

Slides de uma aula sobre Música de teclado no séc. XVII

Post A música grega antiga aqui no blog

Post Sobre a notação da música grega antiga aqui no blog

Post de uma aula sobre A invenção do fonograma aqui no blog

Post de uma aula sobre Música nos primeiros séculos de colonização na América Portuguesa aqui no blog

Post Os cânticos dos cristãos nos primeiros séculos aqui no blog

Vamos ver se nos próximos meses consigo voltar a escrever posts no blog sobre os assuntos das aulas. Os linkados acima são posts que escrevi em 2013, 2014 ou no ano passado.

Livros, filmes e etc.

No Netflix, acho que as últimas coisas são: eu e a Maris estamos assistindo The Crown, ótima série britânica sobre os dilemas da jovem rainha Elizabeth na década de 1950; continuo assistindo The flash com as crianças, e estamos gostando bastante; estou assistindo o excelente documentário Five came back sobre o envolvimento de cinco cineastas norte-americanos no esforço de guerra – todos eles foram a locais de combate como documentaristas durante a 2ª Guerra Mundial.

Nos livros, entre o monte de coisa que começo a ler e vai ficando pendurado, estou me divertindo com Inferno, de Dan Brown, que meu vizinho me emprestou. Acho que o enredo tem umas coisas meio forçadas, mas sobretudo estou gostando muito das “visitas guiadas” que o autor proporciona. Tem muita coisa legal sobre a Divina comédia de Dante, várias obras de arte e uma verdadeira imersão cultural em Florença, Veneza e Istambul. Além de muita informação histórica dada de forma divertida.

Nesta coisa de fazer história em obras de ficção, não chega nem perto da capacidade de Umberto Eco. Mas Dan Brown não está muito longe de outros autores que gosto muito com estilo parecido: Frederick Forsith e Mario Puzzo.

Fui convidado a escrever um capítulo sobre música na tradição calvinista em um livro que está em preparação. Organizado pelo meu colega Joêzer Mendonça, discutirá música na tradição protestante por ocasião dos 500 anos da Reforma. Por causa deste texto comprei algumas coisas muito boas pra ler, entre elas o que acho que é a melhor edição em português das Institutas de Calvino. A tradução de Caros Eduardo de Oliveira publicada pela editora da UNESP. O título é A instituição da religião cristã. Tem também vários livros interessantes do prof. Alister McGrath sobre a tradição calvinista traduzidos e publicados no Brasil. E estou mergulhando no acervo do Theological Commons do Princeton Theological Seminar para encontrar muita fonte documental interessante.

Tomara que eu não tenha esquecido nada importante, por que escrevi isso correndo…