História da Música Brasileira – aulas 10, 11 e 12

Como se vê, o blog anda com dificuldade de manter a sequência de posts sobre os temas das aulas. Até o momento, já postamos conteúdo sobre duas aulas:

Aula 01 – Apresentação da metodologia e plano de ensino

Aula 02 – Música nos primeiros séculos de colonização na América Portuguesa

Além disso, tivemos aulas que não receberam posts aqui: Música no tempo de Gregório de Matos; Música sacra em Minas Gerais no século XVIII; Modinhas de Portugal e do Brasil; Música na corte joanina (tema dividido em duas aulas, uma para falar mais de José Maurício e outra para falar mais de Marcos Portugal e Sigmund Neukomm). E tivemos ainda uma aula para debater os textos, e outra para uma atividade acadêmica não diretamente relacionada à disciplina.

E assim é que a contagem chega às aulas mencionadas no título deste post:

Aula 10 – Instituições musicais no Brasil monárquico

Foi a aula dedicada a um panorama das instituições que marcaram sua importância na vida musical, principalmente na capital do império, durante o século XIX.

A aula foi dedicada às seguintes instituições: Capela Real, Teatros de Ópera, Sociedade Beneficente Musical, Conservatório Imperial, Academia de Ópera Nacional, clubes musicais e sociedades de concerto, lojas de música e casas editoras.

O que conversamos na aula foi pautado nos assuntos esquematizados em slides disponíveis aqui.

A bibliografia usada como referência foi composta principalmente de 3 trabalhos:

Lino de Almeida Cardoso. O som e o soberano: uma história da depressão musical carioca pós-Abdicação (1831-1843) e de seus antecedentes. Tese de doutorado, FFLCH-USP, 2006.

Carlos Eduardo de Azevedo e Souza. Dimensões da vida musical no Rio de Janeiro: de José Maurício a Gottschalk e além (1808-1889). Tese de doutorado, IFCH-UFF, 2003.

Janaína Girotto da Silva.  “O florão mais belo do Brasil”. O Imperial Conservatório de Música do Rio de Janeiro 1841-1865. Dissertação de mestrado, IFCS-UFRJ, 2007.

Aula 11 – A chegada da polca no Rio de Janeiro e o surgimento do maxixe

Essa aula foi baseada principalmente no capítulo de Carlos Sandroni sobre o maxixe, do livro Feitiço decente.

Capa do livro Feitiço decente

Capa do livro Feitiço decente

Ouvimos algumas gravações e assistimos alguns vídeos. As principais gravações que escutamos vieram dos discos Lundu de Marruá (dirigido por Edilson de Lima e lançado pela gravadora Paulus), Viagem pelo Brasil (dirigido por Anna Maria Kieffer), coleção Princípios do choro vol. 1 (produzido por Maurício Carrilho) e algumas gravações da Casa Edison incluídas no livro A Casa Edison e seu tempo (de Humberto Franceschi).

Complementamos a reflexão sobre o dilema do músico brasileiro entre a inspiração europeia e as raízes afro brasileiras refletindo sobre o conto “Um homem célebre” de Machado de Assis e o estudo sobre este texto feito por José Miguel Wisnik no artigo “Machado maxixe: o caso Pestana”. Mais informações (e links para estes textos) em uma publicação que fiz em outro blog:

José Miguel Wisnik – Machado maxixe: o caso Pestana

Aula 12 – Carlos Gomes

Ouvimos algumas gravações: peças selecionadas do disco O piano brasileiro de Carlos Gomes, de uma antiga coleção da FUNARTE, depois relançada pelo Itaú Cultural; trechos da ópera A noite do castelo, encontradas em gravações amadoras disponibilizadas na web; trechos de Il Guarany e de Fosca, nas gravações de Luis Fernando Malheiros com a Ópera de Sofia, na Bulgária.

A bibliografia que serviu de referência para esta aula:

Lorenzo Mammi.  Carlos Gomes. São Paulo: Publifolha, 2001. Coleção Folha Explica.

Marcos Pupo Nogueira.  Muito além do melodrama: os prelúdios e sinfonias das óperas de Carlos Gomes.  São Paulo: UNESP, 2006.

A dissertação de Janaína Girotto da Silva citada acima.

Lenita Nogueira.  Maneco músico: pai e mestre de Carlos Gomes.  São Paulo: UNIP, 1997.

Boa parte das coisas que conversamos nas aulas também está discutida em textos que escrevi em outros blogs antigos:

O lugar de Carlos Gomes na História da Música

Agora que o portal da CAPES voltou, mais alguns trabalhos sobre Carlos Gomes

Uma obra prima lírica (com texto e tradução da ária Quale orribile pecatto, da ópera Fosca)

Além disso, hoje existem gravações completas de óperas de Carlos Gomes disponíveis no youtube. Abaixo, os vídeos de Fosca (com regência de Luiz Fernando Malheiros) e de Il Guarany (com regência de Roberto Duarte)