A música popular chega à academia pelas ciências humanas

A Música Popular chega à academia … pelas Ciências Humanas

Este é o título de uma fala que fiz na mesa redonda “A música popular na academia”, realizada como parte das atividades de comemoração dos 10 anos do curso de Bacharelado em Música Popular da FAP. (Daqui a pouco coloco aqui o link para um comentário sobre a programação completa.)

Dividi a mesa com os professores Vicente Ribeiro e Laize Guazina. Ela é colega no colegiado do curso, e ele é talvez nosso mais ilustre egresso, já foi professor substituto e quiçá voltará como efetivo.

Transcrevo a seguir o que acho que foi a minha fala, desenvolvendo a partir das anotações que fiz como esqueleto.

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O que entendemos como música, ao menos da forma como a palavra vai nos títulos de cursos universitários, tem origem europeia. Uma origem marcada pela relação de classe, ou melhor, a música vem sendo concebida na forma em que se articulou primeiro no meio eclesiástico medieval (que era também um meio aristocrático) e depois como divertimento de corte. Essa marca é muito forte, apesar de podermos pensar em frestas nesse elitismo – uma vez que na maioria do tempo os músicos eram recrutados entre as classes subalternas.

A esse estrato eclesiástico medieval e das cortes aristocráticas da Europa moderna, some-se o caldo de cultura do iluminismo e do romantismo, que conceberam a música sinfônica como ideal de pureza abstrata. Essa visão vinha adicionada a um valor negativo associado à música “comercial”, vista como “filistismo” pelos pensadores românticos.

O que o iluminismo enjeitou forma a base do que passaríamos a entender como música popular: hinos religiosos, marchas miliatares, cantos de multidão, danças de salão, virtuosismo barato dos instrumentistas e cantores, opereta, cabaré, teatro de revista.

Ao mesmo tempo, o ideal racionalista dava origem a uma instituição capaz de sustentá-lo com a consolidação de novos processos de ensino-aprendizagem. Do antigo sistema mestre-discípulo passava-se agora ao Conservatório, uma instituição inspirada na organização fabril do mesmo modo como a escola e a universidade já vinham se organizando também desde o século XVIII. O sistema de Conservatórios, baseado num corpus de disciplinas com sua norma culta, e sustentando o aprendizado dos instrumentos num repertório “clássico” – iria se estender à criação dos primeiros departamentos universitários de música. Surgia a Musikwissenschaft dos alemães ou a musicologie dos franceses. A ciência da música era então o estudo racional e científico das técnicas e o estabelecimento de um repertório canônico que passava a substituir a música como criação de ocasião.

Incrivelmente, o século XX todinho, apesar das vanguardas, foi dedicado à consolidação e ampliação deste modelo clássico principalmente dentro das universidades. Fora das quatro paredes da academia, os espaços comerciais (indústria fonográfica, rádio, cinema sonoro) desenvolviam e criavam novas modalidades de produção e circulação, novos modelos de criação e consolidavam o que a gente acaba chamando de música popular.

Apesar de ser de longe a que mais circulou, a que mais atraiu público, a que mais construiu significado para as pessoas, a música popular continuou solenemente ignorada nos departamentos de música. Espaços da tradição, os departamentos de música mantiveram-se como fiéis guardiões da música europeia oitocentista, mantendo alguns espaços de exceção para as vanguardas do século XX e recusando qualquer aproximação com a música mediatizada ou popular, vista como de qualidade técnica inferior, uma vez que não podia ser explicada nos parâmetros construídos pelas ciências da música tradicionais do século XIX (harmonia, análise musical, orquestração, contraponto, acústica, etc.)

As primeiras rupturas com esse isolamento começam a acontecer não nos departamentos de música, mas nos setores ligados às ciências humanas. Dentro de um processo bastante turbulento de renovação metodológica no campo da história, começa a haver mais interesse pela vida e pensamento das pessoas comuns do que pelos movimentos e decisões de reis e generais. Desde quando Marc Bloch atribuiu a pecha da “história dos eventos” ou “história dos tratados e batalhas”, dificilmente historiadores sérios poderiam continuar com aquela tradição da história como escrita dos feitos dos “varões ilustres”. Esse atraso metodológico imperdoável continuaria, entretanto, até os dias de hoje, a perturbar a construção de uma história da música, que continua baseada em compositores e obras, devedora de um cânon esclerosado.

Outro aspecto foram as sofisticadas disputas teóricas que surgiram dentro do marxismo. O interesse político pelas classes trabalhadoras como portadoras do novo, como agentes políticos de transformação positiva, acabaram levando às doutrinas interessadas na cultura popular e no folclore. De início foram concepções ainda bastante paternalistas e autoritárias, ou condescendentes, se pensarmos na vertente oficial soviética que, dentro do stalinismo, articulou o jdanovismo ou “realismo socialista” e no seu antípoda (ou outra face da mesma moeda) adorniano. Ao contrário dos jdanovistas, Adorno defendia a vanguarda estética, enquanto o realismo socialista pensava em vanguarda política e vanguarda estética como excludentes. Ambas as correntes excluíam a música popular mediatizada. Para uns era imperialismo ou “decadência burguesa” – para os adornianos era falsa cultura, instrumento de dominação.

Uma ruptura teórica vinha do pensamento de Gramsci e suas considerações sobre o nacional-popular (ao invés daquela doutrina romântica da “herança burguesa”). O líder italiano seria a principal referência teórica para um grupo de marxistas ingleses que se articularam em uma Nova Esquerda. Dentro deles surgia a figura de Eric Hobsbawm, um historiador dedicado a pesquisar a vida dos trabalhadores e suas expressões culturais e políticas. Um de seus primeiros livros foi publicado em 1959, dedicado ao banditismo social do século XIX. No Brasil o livro foi publicado em 1970 pela Zahar, com o título Rebeldes primitivos: estudos sobre formas arcaicas de movimentos sociais nos séculos XIX e XX.

No mesmo ano de 1959 Hobsbawm publicava The jazz scene, sob o pseudônimo de Francis Newton. O pseudônimo era inspirado no nome do trompetista comunista da banda de Billie Holiday, e Hobsbawm já vinha escrevendo sob esse nome uma coluna regular de crítica de jazz para o semanário de esquerda britânico New Statesman.

No Brasil só seria publicada a tradução da segunda edição, de 1989, esta já assumida com o nome verdadeiro do autor. A edição da Paz e Terra saiu em 1996 como História Social do Jazz e até hoje continua sendo um grande modelo metodológico para se pensar história da música.

Depois desse livro Hobsbawm publicaria seu livro mais famoso – A era das revoluções que saiu em 1962. Em 1964 publicaria Trabalhadores. O uso do pseudônimo para escrever sobre jazz revela as dificuldades de inserção do tema no mundo acadêmico. Hobsbawm era uma espécie de Professor Assistente (Lecturer) em Birkbeck desde 1947. Era bem o início da Guerra Fria, e ele já enfrentava dificuldades suficientes por ser vinculado ao Partido Comunista. Um livro sobre jazz pioraria ainda mais sua já difícil carreira acadêmica, além de não ajudar nada dentro do partido. Somente neste ano de 1959 Hobsbawm conseguiria subir para o nível semelhante ao nosso Professor Adjunto (Reader) em Birkbeck, e assumiria como Professor Titular (Professor) em 1970. Entre 1949-55 tinha sido Professor Visitante (Fellow) no King’s College de Cambridge, um lugar onde as dificuldades de tolerar um comunista escrevendo sobre o mundo do trabalho e a música popular seriam maiores.

Após o trabalho pioneiro de Hobsbawm, mais algumas décadas de luta intelectual se passariam, mas os estudos de música popular se tornariam bastante consolidados no meio acadêmico anglo-saxão, principalmente dentro dessa vertente que iria se consagrar como “Estudos Culturais”. Assim, o primeiro número da New Left Review (1960) já tinha um artigo sobre “As canções do povo”. Surgiriam nas próximas décadas revistas especializadas, departamentos de estudos e cursos acadêmicos voltados para a música popular, bem como uma ciência que vai desenvolvendo metodologia própria, derivada das combinações de história, sociologia e antropologia. São exemplos a britânica Popular Music da Universidade de Cambridge, fundada em 1981 (site da revista). No mesmo ano era criada a Associação Internacional para o Estudo da Música Popular – IASPM na sigla em inglês (site aqui).  Em 1988 a rama norte-americana da IASPM passaria a publicar o Journal of Popular Music Studies (site da revista aqui).

Entre os vários autores com obra relevante dedicada ao estudo da música popular, talvez possamos destacar Simon Frith, que publicou em 1978 seu estudo The sociology of Rock. Em 1981 saiu seu Sound effects: youth, leisure and the politics of Rock’n’Roll. Em 1988 Music for pleasure: essays on the sociology of Pop. E em 1996 sua obra mais importante – Performing Rites: on the value of popular music.

Simbolicamente, nenhuma obra de Frith ainda foi traduzida no Brasil, e os estudos de música popular seguem solenemente ignorados. Porque aqui as coisas seguiram lógica própria: em primeiro lugar, a Universidade no Brasil é uma construção muito tardia. Na Europa as primeiras universidades surgiram nos séculos XI e XII, como centros de formação da burocracia eclesiástica nas cidades crescentes. No mundo muçulmano elas eram ainda mais antigas. Quando os europeus começaram a colonizar a Europa no século XVI logo o mundo espanhol foi criando suas primeiras universidades. O mesmo aconteceu com os colonos britânicos que foram para a Nova Inglaterra. Temos universidades nos vice-reinos espanhóis da América já no século XVI e Harvard foi fundada no século XVII.

No Brasil os primeiros cursos superiores só começam no século XIX (as faculdades de direito do Recife e de São Paulo). Somente na década de 1930 se articulariam as primeiras universidades.

No início havia uma proibição da vida universitária considerada fator de instabilidade política, mas quando a formação de um Brasil moderno, industrial e urbano tornou inadiável a necessidade de formação de quadros, as universidades começaram concebidas como um ambiente elitizado, fechado e estamental. Nada mais adequado do que manter os departamentos universitários como guardas da tradição europeia a ser venerada (afinal era em torno da cultura europeia que as elites mandatárias se articulavam como tais).

Tomo como exemplo o que hoje é o principal departamento de música brasileiro: e Escola de Música da UFRGS. Pode-se ver lá na sua página o seguinte histórico: em 1908 era criado o Instituto de Belas Artes com os cursos de instrumento (um Conservatório de música, mais ou menos da mesma época do de São Paulo); em 1941 surgira no mesmo instituto o Curso Superior de Música (novamente é contemporâneo aos cursos superiores em São Paulo e Rio de Janeiro) já integrado à Universidade de Porto Alegre (criada em 1934), posteriormente UFRGS; em 1964 os cursos seriam separados em Superior de Canto, de Instrumento e de Composição e Regência. Em 1965 surgiria a Formação de Professor de Educação Musical, que em 1974 passou a se denominar Licenciatura em Educação Artística com habilitação em Música. Em 1982 os cursos de música se articularam em Bacharelado e Licenciatura. Agora em 2012 foi criado o Bacharelado em Música Popular.

A pós-graduação da Escola de Música da UFRGS é a mais bem avaliada no Brasil – única com o conceito máximo da CAPES (7 em uma gradação que vai de 3 a 7). O mestrado em música teve suas primeiras defesas em 1990, e a primeira dissertação a abordar assuntos de música popular foi Processos seriais na música de Arrigo Barnabé: as oito canções do LP “Clara Crocodilo”, defendida em 1993 por André Cavazotti e Silva (nº 21 nesta lista). O doutorado em música teve as primeiras teses defendidas em 1999, e a primeira que teve música popular como assunto surgiu em 2003: Modernidade religiosa entre Tamboreiros de Nação: concepções e práticas musicais em uma tradição percussiva do extremo sul do Brasil. – defendida por Reginaldo Gil Braga (nº 5 nesta lista).

Como se pode ver, o negócio de música popular nos departamentos de música brasileiros é coisa bem recente, de no máximo duas décadas. Ainda é bastante incipiente e desarticulado. Embora deva-se citar que o departamento de música que vem articulando os estudos mais sistemáticos sobre música popular é o da UNICAMP (site aqui), que também tem tratado mais sistematicamente da música popular na pós-graduação embora sem uma área de concentração ou linha específica de música popular (site aqui).

Quem deve ser creditado por trazer o assunto música popular para a academia no Brasil são alguns intelectuais vinculados a departamentos das áreas de Ciências Humans – História, Sociologia, Letras e Antropologia. A seguir, alguns destes trabalhos pioneiros:

Arnaldo Contier – professor da FFLCH-USP foi pioneiro em trazer os estudos sobre música para o âmbito acadêmico da história. Seus principais temas foram a articulação entre música e política no modernismo. Foram nesta linha seu livro Música e ideologia no Brasil (1978) e sua tese de livre-docência Brasil Novo: música nação e modernidade (1988). Mas ele também escreveu alguns textos pioneiros sobre música popular, como o livro Samba na cidade de São Paulo (1986) e o artigo “Edu Lobo e Carlos Lyra: o nacional e o popular na canção de protesto” (publicado em 1998 – disponível aqui). Sobretudo, alunos da USP tiveram aulas muito instigantes com o professor Contier sobre como tratar História e Música.

Waldenyr Caldas – fez em 1976 sua dissertação de mestrado em sociologia (FFLCH-USP) Acorde na aurora: música sertaneja e indústria cultural. Acho que foi o primeiro trabalho acadêmico sobre música popular, apesar de sofrer de um vício de origem: tentou aplicar a teoria adorniana a um objeto cuja natureza é refratária a este tipo de abordagem. De qualquer forma, ter música sertaneja como tema de estudo na USP foi um avanço significativo.

José Miguel Wisnik – também é um dos grandes pioneiros dos estudos sobre música no Brasil. Do departamento de Letras da FFLCH-USP, seus principais estudos foram sobre o modernismo. Sua dissertação de mestrado O coro dos contrários: a música em torno da Semana de 22 (publicada em livro em 1977) e sua tese de doutorado sobre as Danças Dramáticas de Mário de Andrade. Mas Wisnik também sempre levou em paralelo uma significativa carreira como pianista, cantor e compositor ligado à música popular. Seu ensaio “Getúlio da Paixão Cearense: Villa-Lobos e o Estado Novo”, publicado em 1982 no volume Música da coleção O nacional e o popular na cultura brasileira organizada por Marilena Chauí lançou uma tese que tem sido muito aproveitada por diversos pesquisadores, ao falar da Casa da Tia Ciata como um lugar de encontros e mestiçagens musicais. Wisnik trabalhou com o conceito de “biombos”, que separam mas permeiam os ambientes da casa, mais próxima da cultura afro brasileira para o fundo, e mais ligada ao mundo branco e de elite da cidade quando vem para a sala de visitas.

Hermano Vianna – irmão do compositor Herbert Vianna, fez estudos pioneiros no Museu Nacional – UFRJ, onde foi orientando de Gilberto Velho, um dos papas da antropologia urbana. Primeiro Vianna defendeu como dissertação de mestrado um estudo seminal sobre o Funk carioca, que saiu em livro como O mundo funk carioca (1988). Depois fez uma tese que partiu da Casa da Tia Ciata para discutir as origens multiculturais do samba moderno, e que foi publicada em livro como O mistério do samba (1998). Me parece que ele não seguiu carreira acadêmica como professor, mas vem fazendo muitos trabalhos significativos fora das “quatro paredes”, por exemplo como consultor do MINC. Ele bloga aqui.

Alcir Lenharo – um dos importantes professores da UNICAMP, ficou célebre principalmente por seu estudo sobre o nazi-fascismo – A sacralização da política (1986). Depois recebeu uma encomenda para escrever as biografias de dois cantores célebres da Era do Rádio, o que transformou no trabalho para sua Tese de Livre Docência. Essa pesquisa foi publicada como livro em 1995, com o título Os cantores do rádio – a trajetória artística de Nora Ney e Jorge Goulart, onde traça um interessantíssimo panorama histórico da vida boêmia no Rio de Janeiro da década de 1940 e  sobre a profissão de cantor de rádio.

José Geraldo Vinci de Moraes – defendeu em 1990 sua dissertação de mestrado sobre a música popular em São Paulo na virada dos séculos XIX e XX, aprofundando a pesquisa em seu doutorado defendido em 1998. Ambos os trabalhos saíram em livro –  Sonoridades paulistanas: a música popular na cidade de São Paulo (1997) e Metrópole em sinfonia: história, cultura e música popular em São Paulo (2000). Sobretudo, Vinci tem sido um orientador de muitos trabalhos importantes que tem como assunto a música popular no âmbito da história (ver aqui).

Marcos Napolitano – depois de ter feito um mestrado sobre os movimentos populares contra o Regime Militar, realizou sua pesquisa de doutorado sobre a música popular nos anos 1960. Sua tese virou livro (já esgotado embora um clássico de leitura obrigatória), publicado em 2001: Seguindo a canção: engajamento político e indústria cultural na MPB (1959/1969). Continuou estudando e publicando (bem como orientando trabalhos) sobre música popular, especialmente na intersecção com assuntos de política, cinema e televisão. Como fui seu orientando de mestrado e doutorado posso dar um testemunho aqui da importância que o Napolitano tem na formação de vários pesquisadores que vem tentando fazer interseções entre história, cultura e política, especialmente (mas não só) na área de música.

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Está aí. É um assunto que não se esgota, minha fala acabou por falta de tempo, e não de assunto, e não cheguei a falar tudo que está escrito acima porque esse texto partiu das minhas anotações. A fala omitiu algumas coisas que estavam planejadas, por falta de tempo, bem como foi por outros caminhos que a mente viajou naquele momento e não consegue refazer agora, na hora da escrita.

A conclusão básica foi de que a Música Popular ainda tem um lugar precário na Academia, e tomando como exemplo a FAP, nós ainda temos muito que avançar na institucionalização e na criação de condições para uma vida universitária normal e digna. Os departamentos de música são uma área pouco estruturada dentro da academia brasileira (mais consolidada nas Ciências Humanas, nas Engenharias e nas Ciências de Laboratório) e dentro dos departamentos de música a música popular ainda é um “patinho feio”. Entretando, as cunhas estão inseridas, e cabe a cada um de nós trabalhar para aumentar as “rachaduras” nesse edifício que se construiu em torno da música como expressão da cultura aristocrática europeia. Para isso podemos nos inspirar nos historiadores, sociólogos e antropólogos, que já vêm há mais tempo se dedicando a pensar que o aconteceu no mundo real merece atenção, tanto mais quanto maior circulação tenha tido. Ou seja, não dá mais pra deixar a música popular de fora como assunto de pesquisa e de ensino de música.

 

4 thoughts on “A música popular chega à academia pelas ciências humanas

  1. Alan Rafael de Medeiros

    Muito bom o texto, prof. André Egg, esqueceu apenas de incluir neste conjunto de professores (quase todos acadêmicos), o trabalho sobre Catimbó e Maracá (baseado nas viagens de pesquisa folclórica de Mário de Andrade, em 1938) do prof. Álvaro Carlini, do Departamento de Artes da UFPR.
    Apesar de o professor Carlini não manter nenhum vínculo recente com o tema Música popular, foi um dos grandes responsáveis pelo resgate da história da Missão de Pesquisas Folclóricas de Mário de Andrade, em 1938.

    Parabéns novamente, abraços, Alan Medeiros

     
  2. Alan Rafael de Medeiros

    Muito bom o texto professor André Egg, entretanto esqueceu de incluir o prof. Dr. Álvaro Carlini no conjunto destes pesquisadores sobre música popular. Apesar de não ter nenhum trabalho recente sobre o tema, seu livro Catimbó e Maracá é relevante. Do mesmo modo, seus trabalhos, tanto de mestrado quanto de doutorado, são importantes no resgate da Missão de Pesquisas Folclóricas de 1938, encabeçada por Mário de Andrade.

    Mais uma vez, parabéns pelo texto! Abraço, Alan R. Medeiros

     
    1. André Egg

      Rafael, acabaram ficando dois comentários teus, porque os sites em wordpress não liberam automaticamente comentários antes que o editor do site autorize o primeiro comentário de determinado autor (você, no caso, estava comentando pela primeira vez no site, então a máquina segura).

      O prof. Alvaro Carlini tem todos os méritos, é um grande pesquisador. Mas repare que ele não cabe na lista que eu fiz aí, porque ele não foi pioneiro na introdução da música popular como tema de pesquisa nos departamentos universitários.

      É claro que uma lista sempre tende a deixar muita gente de fora, mas pense no nível de influência acadêmica do Contier, do Wisnik, do Lenharo, do Vianna, do Vinci e do Napolitano e veja que estamos falando de coisas completamente diferentes.

      Veja que aí estão professores da USP e UNICAMP, bem como um assessor do MINC. Infelizmente a UFPR não tem essa influência toda para além da nossa cidade. Os livros deles saíram por editoras centrais no mercado e provocaram cortes epistemológicos profundos no Brasil.

       
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