Janeiro sem Oficina de Música

Sem Oficina de Música, este janeiro foi o pior de Curitiba nos últimos 36 anos. Praticamente toda minha vida desde que me entendo por gente. Em 1982 começou a primeira Oficina de Música, no Solar do Barão. Até 2016, quando foi realizada a última edição, foram 36 edições com cursos de férias com professores e alunos nacionais e internacionais de alto nível, além de uma notável programação de concertos que pode ser usufruída pelos alunos e pela população da cidade em geral.

Neste ano de 2017, está estabelecida a nova moda Temer , Tump, Teresa May, Dória e outros – cujos objetivos políticos parecem ser arrasar todas as conquistas da civilização nas áreas de cultura e direitos humanos. Não podia ser diferente em Curitiba, talvez a mais conservadora das capitais conservadoras deste país conservador. Somos tão conservadores que agora nosso lema é o retrocesso. Temos um prefeito que compete em imbecilidade com os políticos acima citados. E vai bem na competição.

Sua principal medida até agora foi cancelar a Oficina de Música que teria acontecido em janeiro. Desmarcar todas as passagens de professores contratados. Devolver todo o dinheiro das inscrições dos alunos de toda parte do Brasil e de outros países. Cancelar toda a programação de concertos e liberar a agenda dos teatros. Esvaziar ainda mais uma cidade que já é vazia em janeiro. Afinal, quem precisa de civilização? Temos Greca, e o amamos…

Outros janeiros

Para uma pequena ideia sobre a importância da Oficina e a dinâmica de sua programação, veja os posts que escrevi em anos passados com comentários sobre a programação e sobre alguns concertos:

31ª Oficina de Música (2013)

O concerto de abertura da 31ª Oficina de Música de Curitiba

Um balanço da 31ª Oficina de Música

32ª Oficina de Música (2014)

A abertura da Oficina de Música 2014

O concerto de encerramento da 32ª Oficina de Música

 

One thought on “Janeiro sem Oficina de Música

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