Retrospectiva 2015: os concertos que assisti e os concertos que não assisti

Assisti poucos concertos esse ano. Tempo escasso, dedicado principalmente aos compromissos familiares e profissionais.

Entre os principais concertos que perdi, o que mais lamento foi não ter ido a nada da III Bienal Música Hoje. Ocorreu entre 14 e 22 de agosto, com uma programação interessantíssima.

Também não assisti nada da Orquestra Sinfônica do Paraná. Deve ter tido coisa interessante. Mas o meu tempo foi escasso, e a minha empolgação ainda menor. É triste ver um conjunto entrar em decadência logo após atingir seu auge, e tudo por não haver política pública e interesse em manter uma programação digna. Acho que agora a Orquestra vai precisar voltar a convencer seu público, depois de a direção do teatro jogar fora a boa experiência dos anos 2011-2013.

Pelos mesmos motivos pessoais assisti pouco ou nada da Camerata. Mas aqui ocorre o contrário: mesmo sem receber o devido apoio financeiro da prefeitura, a programação vem mantendo o nível ou melhorando, e a qualidade técnica é notavelmente ascendente. Ficou claro isso pra mim no concerto de encerramento, para o qual escrevi uma crítica:

Emmanuelle Baldini e a Camerata Antiqua de Curitiba: O Messias de Haendel

O outro concerto que assisti foi o que fiz palestra. Regido por Rodrigo de Carvalho (que vem fazendo ótimo trabalho sempre que rege aqui), teve Villa-Lobos, Copland e Bártok. Sempre gosto das apresentações da Orquestra de Câmara de Curitiba quando faz música do século XX, esse foi mais um concerto em que eles acertaram bastante. Acabei não escrevendo comentários sobre o concerto nem publicando as anotações da minha palestra (como fiz aqui em 2014).

Que o ano seria fraco de idas a concertos e críticas escritas já ficou evidente desde o início. A sempre boa e diversificada programação da Oficina de Música não acompanhei quase nada. Escrevi crítica sobre o concerto do Collegium Cantorum com a Missa de São Sebastião de Villa-Lobos. Infelizmente acho que o CD não ficou tão bom quanto a apresentação ao vivo. Gravar música de concerto não é nada fácil mesmo.

Acho que a melhor oportunidade de ouvir concertos que aproveitei este ano foi ter participado no II Festival de Música Contemporânea Brasileira, que foi dedicado a Edino Krieger e Gilberto Mendes, provavelmente os maiores compositores brasileiros vivos. Era muita coisa boa, palestras, debates, comunicações e concertos. Tentei fazer um apanhado geral neste texto:

Um balanço do 2º Festival de Música Contemporânea Brasileira

E escrevi críticas específicas para 2 concertos:

Thiago Kreutz e a obra para violão de Edino Krieger

Victor Hugo Toro e a Sinfônica de Campinas: o concerto de encerramento do FMCB

Fiquei realmente muito impressionado com o trabalho de Victor Hugo Toro com a orquestra.

Outra impressão muito positiva foi assistir à Opereta Marumby (1928), de Benedito Nicolau dos Santos. Esse compositor foi um importante teórico musical no Brasil, injustamente desconhecido nos nossos dias. Nunca tinha ouvido nada dele, e o resgate dessa peça confirma a importância do trabalho musicológico que quase não se faz no Brasil. Tanta obra boa precisando ser apresentada, o que depende quase sempre de encontrar partituras invariavelmente mal preservadas – quando não totalmente perdidas.

No caso de Marumby, me parece que o trabalho de pesquisa (bem como a produção) foi feito por Gehad Hajar. Destaque também para Renata Bueno no papel de “Rainha da Boina”. Agora, o sucesso indiscutível nesta peça é para a entrada dos “caipiras”, representados em cena pela Orquestra Rabecônica do Mestre Aorélio, que encantou o público com seu fandango.

A apresentação fez parte do I Festivel de Ópera de Curitiba, que teve também uma apresentação de Sidéria de Augusto Stresser, que infelizmente não pude assistir.

Claudio de Biaggi e as crianças do Papo Coral ensaiando

Claudio de Biaggi e as crianças do Papo Coral ensaiando

Com pouca chance de assistir à programação, escolhi apenas coisas que eu tinha certeza que seriam boas. De modo que é difícil eleger o melhor concerto que assisti no ano. Do ponto de vista técnico. Porque emocionalmente pra mim o melhor concerto foi a seleção de cenas de mini-óperas que o Papo Coral apresentou no edital Ópera Ilustrada da Fundação Cultural de Curitiba.

Minhas crianças cantam no coral, por isso sou suspeito. Que é mais do que corujice minha pode ficar confirmado pelas opiniões de outras pessoas que assistiram à apresentação sem ter filhos no coral.

Além do ótimo grupo regido por Cristiane Alexandre, uma boa seleção de trechos (Dueto dos gatos de Rossini, L’enfant et les sortilèges de Ravel, Il maestro di musica de Pergolesi e Der Schulmeister de Tellemann) a fantástica direção de cena de Carlos Harmusch e o ótimo conjunto instrumental dirigido por Clenice Ortigara. Ver crianças participando de uma apresentação em tão alto nível artístico não é coisa comum. Destaque também para a participação de Claudio de Biaggi e para a execução de Clenice Ortigara, que impressionou tanto no piano nas peças de Ravel como no cravo nas peças de Tellemann.

Grupo Fato e os alunos da FAP, no TELAB

Grupo Fato e os alunos da FAP, no TELAB (foto Aline Lobo)

Finalmente, não é bem um concerto, mas também tem valor musical e emocional pra mim. Eu já tinha ido a um coquetel de lançamento do incrível disco Próximo, último lançamento do Grupo Fato, que dispensa apresentações.

E este ano eles foram conversar pra fazer um show na FAP, onde trabalho. Ajudei a organizar algumas partes, principalmente o edital que selecionou alunos para participarem do show. A incrível qualidade descoberta no trabalho dos alunos deu alegria demais para todos nós. Lucas Ribeiro, Josimar Artigas e Rafael Bueno participaram como gente grande, e tiveram suas composições intercaladas com o trabalho do Grupo. A apresentação foi muito bonita, e muito marcante pra quem estava lá. Descobri, no show, que muita gente no Fato foi aluno na FAP.

Um abraço e um agradecimento aos amigos Ulisses Galetto e Grace Torres. O disco dá pra ouvir no Soundcloud, e no Spotify. E a melhor música provavelmente é Indivídua – não deixe de ouvir.

Não foi tudo que assisti, mas espero que tenha lembrado dos mais importantes.

P.S. Veja também os outros textos desta série:

Retrospectiva 2015: livros

Retrospectiva 2015: filmes e séries

Retrospectiva 2015: os concertos que assisti e os concertos que não assisti

Retrospectiva 2015: filmes e séries

2015 começou com um mau agouro terrível. Logo que voltei das férias, descobri que a locadora do meu bairro tinha fechado. Nos 6 anos que tinha morado neste endereço, no bairro Santa Cândida em Curitiba, uma das boas coisas a fazer no bairro era caminhar com as crianças até a locadora e escolher um filme. Conversar com o João, que tinha o melhor atendimento de locadora que já conheci.

Tudo isso acabou de repente. Agora, além de ter que pegar o carro pra comprar jornal, pão e outras coisas, ainda tenho que pegar o carro se quiser alugar um filme. A vontade de mudar desse bairro aumentou bastante depois disso.

Provavelmente eu sou culpado, afinal, ando alugando cada vez menos mídia, assistindo bastante Netflix. De qualquer forma, tem muita coisa que o Netflix não tem, e as locadoras continuam sendo muito necessárias. Agora fico apenas com meu cadastro da Cartoon Video do Cabral, provavelmente a locadora de melhor acervo da cidade, embora também ela esteja visivelmente reduzindo o espaço de exposição e a quantidade de filmes disponíveis. Será que é mesmo um negócio fadado a desaparecer frente ao streaming?

Mas dos filmes e séries que vi em 2015, pouco no cinema, parte na Netflix, parte alugado na Cartoon e parte comprada no acervo da locadora que fechou no meu bairro, os mais relevantes são os que explico abaixo.

O ano começou pra mim com Êxodo: deuses e reis de Ridley Scott. Achei fraco, e explico meus motivos na resenha que fiz pro Amálgama:

A Bíblia no cinema

A resenha faz comparação com Noé de Darren Aronofsky, que achei melhor na categoria “filmes de histórias da Bíblia”.

Do acervo que comprei da locadora, vi e me impressionei bastante com 12 anos de escravidão, e Ela de Spyke Jonze. Este último provavelmente o melhor filme sobre futuros distópicos. Um mundo de adultos inteligentes e bem remunerados, que vivem em cidades inteligentes, mas tem sérias dificuldades com relacionamentos humanos, e acabam envolvidos emocionalmente com sistemas operacionais que operam computador e smartfone de forma coordenada. Descrevendo assim parece bobo, mas não é. Grande atuação de Joaquin Phoenix, que prova que dá pra fazer MUITA COISA só com expressão facial.

Dos que aluguei na Cartoon, muito bom o Menino no espelho, baseado no romance de Fernando Sabino. Ótimo filme sobre infância, com MUITO destaque para a atuação dos atores mirins. O Lino Facioli esteve incrível no papel. Filme pra ver com as crianças ou simplesmente para voltar a ser criança um pouco.

Talvez o melhor filme que vi no ano (e um dos melhores filmes que vi na vida) foi Relatos Selvagens, um conjunto de pequenos filmes relatando diversas situações onde as pessoas simplesmente perdem a paciência. Trabalho magistral de roteiro, e grandes atuações. Parece que é um dos raros casos de sucesso de público e crítica.

Agradeço à minha página de ratings no IMDB, por ter me ajudado a lembrar que filmes assisti!

Dos filmes que assisti no cinema com as crianças, 2015 foi particularmente um ano fraco. Talvez os melhores tenham sido os que não consegui ver ainda – Divertidamente e O pequeno príncipe.

Além das animações e filmes infantis, os únicos que vi no cinema foram Estrada 47, um baita filme brasileiro, e 007 contra Spectre, um filme bom de ver mas que daqui a 10 anos ninguém vai lembrar. O Estrada 47 eu escrevi resenha, e parece que foi o primeiro filme brasileiro sobre a segunda guerra mundial:

Cinema e história: Estrada 47

brasileiros na guerra na Europa: personagens de Estrada 47

brasileiros na guerra na Europa: personagens de Estrada 47

Se o ano começou com péssima notícia do fechamento da locadora do meu bairro, terminou com uma notícia fantástica que confirmou que o Netflix se tornou mesmo indispensável. Até o momento eu tenho muita birra com o catálogo deles. Assisto ali muita coisa que me interessa, mas a marca maior é das ausências. Não está lá a filmografia de muita gente importante, embora haja um bom e crescente acervo de diretores como Woody Allen ou Quentin Tarantino.

A grande notícia é que Paris, Texas de Wim Wenders entrou no catálogo. Os caras estão começando a descobrir o que é cinema, e talvez daqui uns anos as locadores não sejam mesmo necessárias.

Entrando nas coisas que assisti no Netflix: principalmente séries. A experiência de assistir séries em serviço de streaming é realmente MUITO melhor que ficar esperando episódios na grade de programação das TVs por assinatura. Mais do que as locadoras, quem está ameaçado pela Netflix são as empresas de TV a cabo (ou satélite, seja o que for).

Das séries que comecei a assistir atrasado, destaco Downton Abbey, ótima trama entre uma família da aristocracia inglesa vivendo a decadência de sua posição social em um mundo de rápidas transformações no tempo da 1º Guerra Mundial. O modo como a série recria a vida numa propriedade, especialmente as relações entre patrões e criados, é muito fascinante, pelo menos para quem gosta de história.

Das séries atuais, as de conteúdo próprio da Netflix acho imbatíveis. House of cards já tinha impressionado tanto em suas duas primeiras temporadas que a 3ª teve um pouco de dificuldade de manter o nível. Entretanto, minha curiosidade antropológica pelo funcionamento da política americana me manteve ligado na série. Sobretudo, os roteiristas sabem como manter a trama sempre interessante, e terminaram a temporada como deveriam – deixando a gente morto de ansiedade para sair logo a 4ª temporada, que virá no início de 2016.

Outra que não recebeu o merecido destaque, mas que felizmente já tem segunda temporada anunciada, é Marco Polo. Negócio fascinante o retrato histórico e a cultura no Império Mongol e na China. Ainda não consegui conferir o grau de veracidade histórica que os caras deram à série, mas o que me importou até agora é qualidade cinematográfica do negócio todo (fotografia, roteiro, atuações, trilha sonora) – coisa fina.

Outra coisa que o catálogo da Netflix vai melhorando muito são os musicais (shows e documentários). Tenho um monte na lista dos que quero assistir. Destaco três do catálogo que já vi e recomendo bastante: A música segundo Tom Jobim, Djavan Ária e B. B. King Live.

Dos que assisti junto com as crianças, destaco: o ótimo anime Ponyo, O menino do pijama listrado (Mariana disse que o livro é muito melhor que o filme), o ótimo filme mexicano Canela (sobre relações familiares e sobre cozinha).

O que mais me irrita na Netflix é o mau hábito de tirar coisas do catálogo. Não sei qual é a lógica, mas pra mim não tem lógica.

E continuo esperando que um dia a Amazon traga para o Brasil um serviço como o Prime. Aí sim a Netflix teria concorrência. Dá uma olhada no serviço de vídeo que inclui.

P.S. Veja os demais textos desta série Retrospectiva 2015:

Retrospectiva 2015: livros

Retrospectiva 2015: filmes e séries

Retrospectiva 2015: os concertos que assisti e os concertos que não assisti

Retrospectiva 2015: livros

É até meio temerário escrever esse post agora, porque faltam alguns dias pro ano acabar, e pode ser que eu leia ainda alguma coisa, já que as férias são o tempo de leitura por excelência. De qualquer modo, o que vier depois entra na contabilidade de 2016.

Não sei se vou lembrar de tudo que li – é mais provável que não. Também não leio muitos lançamentos, então essa lista aqui não é dos livros lançados em 2015, é só a dos que eu li este ano e não me esqueci que li. Normalmente isso significa aqueles tive tempo de escrever sobre, nem que seja uma avaliaçãozinha na Amazon. Então, os livros e os links para meus comentários.

Pra vocês verem o grau do meu atraso, e porque não fico comentando aqui os lançamentos do ano. Ainda não terminei sequer os livros relevantes do século XVIII, muito menos os de 2015. Em 2015 foi que eu li pela primeira vez a Jane Austen, e entendi porque ela é justamente um dos autores mais lidos de todos os tempos.

A abadia de Northanger

Razão e sentimento

De clássicos antigos para lançamentos um pouco mais recentes (mas também já clássicos):

O Umberto Eco é realmente muito fera. Li, e terminei com vontade de ler de novo várias vezes, O cemitério de Praga – uma história de espionagem no século XIX que parece a ficção mais esdrúxula mas é tudo verdade. No mesmo estilo, o lançamento Número Zero. Resenhei os dois:

Umberto Eco: Número Zero

Literatura e história: Umberto Eco, O cemitério de Praga

Sobre história e religião, assunto muito de meu interesse, tem um baita livro agora em português. Muita coisa importante sai em inglês, a gente fica por fora no nosso mercado editorial. Simplesmente obrigatório esse aí, bom demais para quem já tinha os fundamentos históricos da fé bem abalados (até ajuda a dar uma levantada, mas esse não será o efeito para a maioria, acho):

Reza Aslam: Zelota – a vida e a época de Jesus de Nazaré

Sobre as matérias que dou aula:

Já uso faz um tempo, mas não tinha terminado de ler. Agora fiz uma resenha, e acho que é livro clássico obrigatório nas bibliografias especializadas bem como nas estantes de curiosos:

Tim Blanning: O triunfo da música

Dois livros que tocam a questão do modernismo literário no Brasil, que resenhei pro Amálgama:

De Mário para Drummond (sobre o volume de cartas do paulista editado pelo mineiro relançado pela Cia. das Letras)

Entre a literatura, a crítica e a ação (sobre Cenário com retratos, coletânea de Antonio Arnoni Prado)

Talvez o mais importante de todos eu ainda não li. Só comecei. Mas justo eu que vivia reclamando que não tínhamos uma biografia do Henrique Alves Mesquita. Dos personagens esquecidos, certamente o mais importante. Termino de ler e faço resenha em 2016, sem dúvida:

Capa do livro escrito pelo historiador Antonio José Augusto

Capa do livro escrito pelo historiador Antonio José Augusto

E por falar em livros que não terminei, tem um que li o suficiente para dizer que é essencial, e que junto com os blogs de economia que tem no meu feed, estão me ajudando a repensar totalmente minhas posições. Importante demais buscar informação qualificada, pra não ficar tão por fora no debate político econômico.

Marcos Mendes: porque o Brasil cresce pouco.

(o link é para a edição kindle, outra provável resenha aqui para 2016).

Talvez o mais importante dos últimos tempos, li com muito interesse e pretendo ler mais vezes. A resenha não consegue captar nem 0,5% – obra obrigatória:

O capital no século XXI, de Thomas Piketty

E entre outras coisas agradáveis, que fiz comentário na Amazon e não vou resenhar no blog:

John Steinbeck, Ratos e homens

Amós Oz, Entre amigos

Outra lista, bem mais útil que a minha, é a seleção dos melhores de 2015 pelos colaboradores do Amálgama.

E agradeço ao Drunkeynesian por ter feito uma lista dos livros lidos em 2015, com livros que não foram lançados em 2015. Era o empurrão que eu precisava para publicar este texto. Eu ia fazer, depois não ia mais, e acabei fazendo depois de ler a lista dele.

Ao final, mas não menos importante:

Foi editado em 2014, e saiu com data daquele ano. Mas só em 2015 tivemos em mãos, foi para as livrarias e teve lançamento o Arte e política no Brasil: modernidades, que organizei junto com Artur Freitas e Rosane Kaminski. Sem querer parecer pretensioso, o melhor livro do ano e dos próximos. Compre, compre, compre:

Arte e política no Brasil: modernidades (o livro e seu processo editorial)

Sobrecapa

Sobrecapa

E é também em 2015 que foi editado meu primeiro livro autoral, embora ainda não esteja nas livrarias, nem tenha sido feito o lançamento. (Como a gente perde a paciência com processo editorial depois que acostuma a apertar um botão e ver o texto publicado em blog!)

O livro ainda não saiu, mas já está editado (vai entender)

O livro ainda não saiu, mas já está editado (vai entender)

Espero que em breve também com links para comprar.

Por fim: 2015 foi mais um ano em que comprei muito mais livros do que fui capaz de ler. Agora maior ainda que a lista de livros que comprei e ainda não li, é a lista de livros que QUERO, PRECISO comprar. Parte dela está aqui.

P.S. A série completa desta retrospectiva:

Retrospectiva 2015: livros

Retrospectiva 2015: filmes e séries

Retrospectiva 2015: os concertos que assisti e os concertos que não assisti

Emmanuelle Baldini e a Camerata Antiqua de Curitiba: O Messias de Haendel

A Camerata Antiqua de Curitiba fez seu concerto de encerramento de 2015 regida por Emmanuelle Baldini apresentando O Messias de Haendel.

Retrato de Haendel por Thomas Hudson, 1756 - National Portrait Gallery

Retrato de Haendel por Thomas Hudson, 1756 – National Portrait Gallery

O Messias de Haendel

Uma das obras mais famosas da história da música, o Oratório do compositor alemão radicado em Londres estreou em 1741 e desde então vem sendo constante sucesso onde é apresentado. Não é pra menos. Composta para solistas, coro e orquestra, baseia-se em uma seleção de textos bíblicos de Isaías, dos Salmos, dos Evangelhos, outros profetas, epístolas e até do Apocalipse, na bela tradução inglesa. A escolha dos textos bíblicos de maior força poética na língua inglesa, e a notável “tradução musical” feita por Haendel da força espiritual destes textos resulta no que talvez seja a mais bela e mais importante obra musical sacra de todos os tempos. É também uma das maiores obras do que se poderia chamar de música inglesa, uma das maiores da história da música vocal, e tanta coisa que não preciso ficar listando.

Acontece que eu só conhecia de gravações. Minha mãe tinha um disco com os coros, acho que ela ouviu até furar, e eu junto. Tanto que me lembrava de todas as melodias quando vi o concerto. Mas ouvir ao vivo é outra coisa COMPLETAMENTE diferente, como costuma ser com música de concerto. Se você já ouviu os mais belos clássicos nos seus alto-falantes (seja no aparelho da sala, na TV ou nos fones de ouvido) você pode ter certeza de ainda não ouviu os clássicos. Ouviu um arremedo deles.

Bem, é verdade que também muitos dos clássicos que se apresentam ao vivo por aí nos teatros desse brasilzão também costumam ser arremedos, de muito mau gosto. Curitiba não foge à regra. Mas…

Primeira página do programa da Camerata - Haendel, Messias

Primeira página do programa da Camerata – Haendel, Messias

A execução da Camerata

A Camerata Antiqua de Curitiba – coro, orquestra, solistas e músicos convidados, fez uma apresentação magistral e extremamente convincente dando prova de sua maturidade incontestável como grande conjunto. Talvez o que era o principal problema técnico da Camerata fosse o seu conjunto vocal, caracterizado por muito tempo por ser mais um ajuntamento de ótimos cantores do que exatamente um conjunto coeso. No Messias apresentado esse fim de semana não foi o que se viu. O conjunto vocal funcionou com perfeição, demonstrando timbragem e equilíbrio perfeitos, leveza nos agudos, entrosamento. Merece o cargo de Regente Vitalícia do coro a Mara Campos, que fez a preparação da obra. O seu trabalho se destacou, e ficou evidente como ela foi capaz de colocar o coro num patamar mais elevado do que ele talvez jamais esteve. Não é difícil dizer que ela provou ser a maior regente a trabalhar com este coro. Também é notável o ganho de resultado com Denise Sartori na preparação vocal. E certamente os novos integrantes que compõem o conjunto demonstram um outro fator nada desprezível: a nova geração de músicos que estão assumindo a vida profissional no Brasil talvez seja a primeira que possa ser considerada de alto nível internacional.

Some-se a isso o desempenho muito convincente da Orquestra, que já vem dando seguidas mostras de maturidade como conjunto, mas que continua evoluindo sensivelmente, especialmente na execução de música barroca, que talvez não fosse o seu forte até pouco tempo. Ouvimos a orquestra como um conjunto barroco que pouco ficou a dever até mesmo a grupos especializados que se apresentaram com instrumentos de época em Curitiba em anos recentes. Na minha memória, comparo com a apresentação que assisti do Concerto Italiano de Rinaldo Alessandrini na saudosa série Latina 2000 ou o concerto do grupo Palladians na mesma Capela Santa Maria (para este escrevi uma crítica). E comparo também com outras vezes em que a Orquestra de Câmara de Curitiba (chama-se assim o conjunto instrumental que integra a Camerata Antiqua de Curitiba) apresentou obras barrocas, chegando à conclusão de que atualmente o grupo atingiu uma sonoridade convincente, madura, respeitando o período histórico mesmo sem tocar em instrumentos de época. Particularmente acho o ideal, uma vez que os grupos especializados em música antiga muitas vezes produzem um som que atrai apenas os especialistas no assunto. Essa orquestra tocou um Messias capaz de convencer especialistas e emocionar o grande público. Exatamente o objetivo de um conjunto como esse, mantido pela prefeitura de Curitiba.

Destaca-se o trabalho de preparação de Emmanuelle Baldini, que casou perfeitamente coro, solistas e instrumental. Fez uma execução emotiva mas equilibrada com exatidão. Soube ser eloquente e manter a delicadeza da música barroca. Soube trabalhar de modo a valorizar os gigantescos achados composicionais de Haendel, e o que ouvimos foi uma obra que mantém o ouvinte “arrepiado” por quase todo o tempo, em cada novo Coro, Recitativo ou Ária consegue manter o nível de interesse e paixão estética – mesmo sendo difícil de imaginar, a cada cadência, que fosse possível vir algo melhor à frente.

Os solistas

A escolha do pessoal convidado para esta produção foi sensivelmente positiva. Foi notável como a escolha do regente e dos solistas habilidosamente mesclou experiência internacional e atuação no Brasil. Demonstração de competência da equipe que formula a programação da temporada, pois isso permite obter ótimo resultado artístico mesmo com a sabidamente combalida situação financeira do município.

Emmanuelle Baldini foi um regente muito competente, como afirmado acima. E os solistas estavam à altura do desafio, podendo contracenar com um grande grupo em um de seus melhores momentos, além da absoluta empatia obtida do público. Paulo Mestre, contratenor, mostrou leveza vocal e profundidade dramática, cumprindo muito bem a função que Haendel destinou à sua voz. Norbert Steidl, baixo, também provou ser ótima voz para o papel, de deu densidade à trama espiritual sugerida pelo texto. Destaque para sua aparição muito convincente em For, behold, darkness shall cover the earth – só mesmo um baixo poderia retratar com sua voz as trevas cobrindo a terra. Miguel Geraldi, tenor, também esteve muito bem, emprestando emoção às ideias de redenção que Haendel confiou a esta voz.

Mas acho difícil não dizer que o destaque foi Graciela Oddoni, soprano. Nas vezes em que ela cantou, e especialmente na última ária antes do coro final, ela trouxe tanta dramaticidade à obra que quase nos colocava DENTRO da Bíblia. Talvez tenha arrancado lágrimas. Contribuiu muito para esta incrível expressão o pequeno conjunto de violino (Winston Ramalho), Violoncelo (Faisal Hussein), teorba (Guilherme de Camargo) e cravo (Fernando Cordella) que contracenou com ela neste momento sublime.

Isso nos leva também aos elogios aos convidados. O cravista tocou com tamanha energia e entusiasmo que mesmo na última peça – depois de mais de duas horas tocando, ele ainda parecia estar a ponto de ser ejetado do banco. A efetividade rítmica do baixo contínuo é fundamental para a força dramática da obra, especialmente nos coros, e Fernando Cordella fez isso com maestria. Alternando com a agudeza metálica do cravo e sua vivacidade percussiva, Guilherme de Camargo trouxe doçura e profundidade com a teorba. Em muitos momentos era ele que segurava a harmonia, e especialmente nos momentos em que acordes completamente inesperados surgiam depois de pausas súbitas, era sempre ele a mostrar os novos caminhos, fosse com um acorde fosse com um simples bordão.

Também foi profundamente comovente o solo de trompete de Jorge Scheffer em The trumpet shall sound, quando contracena com a ária do baixo, a penúltima antes do coro final. O som cristalino de Scheffer já tinha impressionado quando apareceu no meio da primeira parte em Glory to God in the highest, desta vez junto com o coro.

A força dramática da partitura de Haendel

Toda a excelência da execução que nos foi dada por este maravilhoso conjunto permitiu perceber com clareza o que tem de tão grande nesta obra.

O Oratório é uma forma musical difícil, por precisar colocar a força dramática toda na música e em sua relação com o texto, uma vez que não há cena como em uma ópera, nem tampouco são aceitáveis os exageros de virtuosidade vocal que os cantores costumavam desempenhar (muitas vezes por exigência de contrato) na composição para teatro lírico.

Haendel beneficiou-se da força poética da tradução inglesa King James, um clássico literário de inegável influência sobre muita coisa, e certamente a mais bem sucedida versão da Bíblia depois do ocaso do Latim como idioma corrente. A riqueza da versão clássica inglesa foi potencialiada pela escolha muito feliz dos textos e sua disposição pela sequência da obra. Era fundamental, para quem queria sentir toda a força de O Messias, ouvir acompanhando o libreto. O fato dele ter sido impresso, em inglês e com tradução bem-feita, soma mais pontos para o pessoal da produção.

Talvez a interessante fórmula encontrada por Haendel tenha sido a de dar os momentos de maior exuberância musical (inclusive com abundância de melismas, contraponto e repetição exaustiva de pequenos trechos de texto) para o coro, e não para os solistas. Os solistas assumem sempre os momentos de maior contrição e de profundidade espiritual, intercalados com intervenções do coro sempre altamente impactantes. Fica até difícil entender porque o Alleluia final da segunda parte é a parte mais famosa da obra, pois há coros significativamente melhores. And He shall purify the sons of Levi, por exemplo, logo no início, ou o Behold the Lamb of God depois do também ótimo Glory to God in the highest. Since by man came death, ou ainda o coro final Worthy is the Lamb that was slain também poderiam ser considerados os pontos altos da obra.

Quem escuta a peça inteira numa execução tão boa sai de queixo caído matutando sobre como é possível uma obra ter tantos “pontos altos”. O Haendel era simplesmente o cara certo no lugar certo na hora certa, porque fica difícil imaginar uma obra tão densamente impactante em outro momento histórico. A orquestra, por exemplo, inventada no início do século XVII como conjunto de acompanhar ópera chegava no seu auge como conjunto baseado nas cordas de arco, da família dos violinos. Por outro lado, o contínuo cairia em desuso nas décadas seguintes, sem ninguém inventar nada melhor em seu lugar para dar a base rítmico harmônica necessária a uma boa música (talvez somente no século XX os conjuntos de música popular tenham recuperado de maneira correta essa força musical incrível). E por fim, com a ascensão da música absoluta no período chamado clássico, quando sonatas, sinfonias e quartetos sobrepujaram totalmente a música com texto no centro da grande arte, talvez a maravilha da relação texto música em obras longas só tenha sido recuperada plenamente quando os modernistas voltaram à literatura para buscar soluções para o colapso da música tonal na virada dos séculos XIX e XX.

Acho que outro acerto da produção foi ter reservado um dia separado para a palestra pré-concerto. As duas récitas foram sexta e sábado, e o maestro Osvaldo Colarusso ficou a cargo da palestra na quinta. Eu não pude assistir, mas tenho certeza que foi ótima – ele é um grande palestrante.

O melhor encerramento de ano

O ano de 2015 não foi fácil pra ninguém. O Brasil, o Paraná, as universidades, a vida musical, vivemos umas cenas aí que sonhamos que não deveriam ter acontecido.

Encerrar a programação musical com essa obra sublime, numa execução tão bonita, deu pra gente um momento de magia. Muito bom terminar o ano assim, dá esperança de que ainda tem coisa boa no mundo, de que a vida ainda reserva boas coisas pra quem tiver paciência e persistência.

Obrigado à Camerata Antiqua de Curitiba.

E um parabéns a nosso principal conjunto municipal, que termina o ano demonstrando maturidade, coragem artística e justificando plenamente as verbas públicas que recebe. Que 2016 venha melhor ainda.

FAP está com atividades acadêmicas paralisadas

Direção da FAP avisa sobre atividades acadêmicas paralisadas

Direção da FAP avisa sobre atividades acadêmicas paralisadas

A FAP está com as atividades acadêmicas paralisadas. Tem tanto assunto bom pra eu escrever aqui e eu não tenho tempo. E acabo tendo que vir falar de uma desgraça dessas. Lamentável.

Desde a última quarta-feira, dia 9 de dezembro, as empresas terceirizadas suspenderam os serviços que prestam ao Campus de Curitiba II da UNESPAR (FAP). Isso inclui serviços de limpeza, segurança e técnicos que operam equipamentos.

Isso ocorreu exatamente no meio das apresentações de TCC e provas públicas. Que no caso dos cursos de Teatro e Dança são feitas por meio de espetáculos para os quais a atuação dos técnicos é fundamental.

Que uma faculdade pública possa ter sua vida acadêmica paralisada dessa forma por empresas terceirizadas diz muito sobre a opção pela precarização adotada por sucessivos governos no estado do Paraná, e no Brasil de um modo geral.

O caso da UNESPAR é muito mais grave, porque as antigas faculdades isoladas estaduais foram reunidas numa universidade multi-campi espalhada por diferentes regiões do estado, sem que tenha sido planejada NENHUMA ação para dotá-la da estrutura necessária para o mínimo funcionamento.

Um comparativo da UNESPAR com outras universidades estaduais mostra o tamanho do enrosco que é fazer funcionar uma universidade COMPLETAMENTE SEM ESTRUTURA. Isso fica visível nos dados do Censo do Ensino Superior disponibilizados no sítio da Secretaria Estadual. Estou fazendo um estudo sobre estes números, e vou colocar aqui no blog para comparação, mas por enquanto posso adiantar alguns números que resumem tudo:

*a UNIOESTE tem 13,2 professores para cada 100 alunos de graduação, a UEL 12,6 e a UNESPAR apenas 7,3.

* mas a maior distorção está no número de agentes universitários – a UEL tem 2,2 agentes para cada professor, a UEM 1,7 e a UNESPAR apenas 0,16. Isso mesmo – 0,16.

* a UEL tem 27,7 agentes universitários para cada 100 alunos de graduação, a UEM 17,7 e a UNESPAR apenas 1,19. Isso mesmo – 1,19.

* a UEL tem 61,7 agentes universitários por curso de graduação, e a UEM 44,2. Se considerarmos os cursos de mestrado e doutorado, a UEL tem 31,6 agentes por curso, a UEM 22,9. A UNESPAR tem apenas 2,01. Isso mesmo – 2,01.

Ou seja, além da estrutura física completamente inadequada, temos uma situação impossível de falta de funcionários do corpo técnico administrativo. Sem isso uma universidade não funciona.

Tendo esses números em mente, dá para entender melhor a carta escrita pelo Conselho de Campus no dia em que decidiu pela suspensão das atividades, documento que está neste link.

Do mesmo modo, pode-se dizer do orçamento de custeio das universidades. É prática dos governos reduzir as despesas de custeio, algo louvável do ponto de vista da administração do orçamento público. Mas é uma medida que não pode ser tomada indiscriminadamente, sem estudo das realidades específicas.

No caso da UNESPAR, o congelamento do custeio se dá num patamar MUITO ABAIXO do praticado nas demais universidades, já consolidadas. O que piora muito com as medidas de ajuste fiscal que o governo do estado tem feito nos últimos dois anos, basicamente consistindo em não pagar fornecedores e glosar verbas de custeio.

No caso da UNESPAR não há saída. Ou o governo tem um plano específico para levantar esta universidade do chão, ou viveremos com os problemas que encontramos. Entre os mais graves: EMBAP (Campus de Curitiba I) funcionando em prédios alugados, sem sede própria há anos. Campus de Paranaguá, funcionando sem o mínimo de condição estrutural, tendo ficado vários meses parado porque a obra nos banheiros não era concluída por falta de pagamento. Campus de União da Vitória funcionando em prédio emprestado por um colégio estadual, e com percentual de 36% de professores temporários. Curso de Cinema (o mais procurado da UNESPAR) funcionando com professores contratados por módulos, por falta de professores efetivos.

A lista de mazelas é interminável. O governo criou a universidade, mas não fez qualquer planejamento estrutural para dar-lhe condições de funcionamento. A UNESPAR é uma vergonha pública. E os professores, agentes universitários e alunos que fazem ela funcionar mesmo com essas condições são verdadeiros heróis.

 

Próxima sexta – palestra com Tiago Portella (data alterada)

Atenção para uma alteração na programação do Ciclo de Palestras em Música, Cultura e Sociedade 2015. Tiago Portella, pesquisador que mora no Rio de Janeiro, vem a Curitiba para um show de lançamento do disco com músicas de José da Cruz, resultado de pesquisas que vêm sendo desenvolvidas há anos por ele e por Marília Giller.

Devido às datas de sua viagem, precisamos fazer uma alteração na data da palestra com Tiago Portella: Os processos de preparação e gravação – álbum do músico paranaense José da Cruz (1897-1952) será apresentada no dia 30 de outubro de 2015, próxima sexta, às 13:30, na Sala 4 do bloco 1 – Campus de Curitiba II da UNESPAR.

O evento é aberto ao público e gratuito, e a pesquisa apresentada é interessantíssima. Basta que se diga que José da Cruz foi arranjador e band-leader muito ativo na capital paranaense na primeira metade do século XX, mas suas partituras estavam no lixo em um depósito, correndo risco de descarte (*) e seu nome era completamente desconhecido hoje em dia. Graças às pesquisas de Tiago Portella e Marília Giller esse interessante passado está voltando a existir na nossa memória cultural. Como isso pode acontecer é justamente o assunto da palestra do Tiago.

(*) agradeço ao Tiago Portella, que corrigiu a informação incorreta que dei aqui.

Abaixo, o cartaz do Ciclo, já com as datas atualizadas:

Cartaz com a programação do Ciclo (datas atualizadas)

Cartaz com a programação do Ciclo (datas atualizadas)

Amanhã – palestra com o professor Jefferson Gohl sobre Rita Lee

Amanhã temos mais uma atividade do Ciclo de Palestras em Música, Cultura e Sociedade 2015.

O professor Jefferson Gohl, do Campus de União da Vitória da UNESPAR vai falar sobre Rita Lee, e apresentar questões de sua tese de doutorado defendida ano passado na UNB. O título da palestra é Rita e esse tal de Roque Enrow. Ela acontece dia 14 de outubro, às 15:30 horas na Sala Especial do Bloco II na FAP (UNESPAR – Campus de Curitiba II).

O evento é aberto ao público e entrada franca.

Abaixo o cartaz com a programação completa do Ciclo:

Cartaz com a programação do Ciclo (datas atualizadas)

Cartaz com a programação do Ciclo (datas atualizadas)

Nesta quarta continua o Ciclo de Leituras, com Ana Paula Peters

Nesta quarta-feira, dia 30 de setembro, teremos mais uma conferência do Ciclo de Leituras em Música, Cultura e Sociedade 2015. A professora Ana Paula Peters, da UNESPAR – Campus de Curitiba I irá apresentar o livro de Virgínia Bessa, A escuta singular de Pixinguinha: história e música popular no Brasil dos anos 1920 e 1930. A conferência será no Auditório do Campus de Curitiba II da UNESPAR (FAP), na Rua dos Funcionários 1357. O evento é público e gratuito.

O Ciclo de Leituras é uma promoção do Grupo de Pesquisa em Música, Cultura e Sociedade, e foi pensado para a discussão de obras clássicas ou obras consideradas de referências metodológica. Esta é a terceira conferência da série. Já tivemos, nas datas anteriores, minha conferência sobre o Ensaio sobre a música brasileira, de Mário de Andrade, e a conferência do prof. Allan Oliveira sobre o livro Studyng popular music de Richard Middleton. Teremos ainda este ano as conferências de Fabio Poletto e Laize Guazina, como se pode ver no cartaz abaixo.

Imperdível!

Os eventos restantes do Ciclo

Os eventos restantes do Ciclo

Nesta quarta, ciclo de palestras continua com André Ricardo de Souza

O professor André Ricardo de Souza, da UNESPAR – Campus de Curitiba II, fará nesta quarta sua palestra no Ciclo de Palestras em Música, Cultura e Sociedade 2015. Ele apresentará os resultados de sua pesquisa de doutorado concluída em 2014. O título de sua fala será A relação entre melodia e gênero de discurso nas manifestações vocais, da fala ao canto.

O evento será no Auditório da FAP, aberto ao público e sem custo!

Abaixo, o cartaz com a programação completa do ciclo:

Cartaz com a programação do Ciclo (datas atualizadas)

Cartaz com a programação do Ciclo (datas atualizadas)

Quarta continua o Ciclo de Leituras, com Allan Oliveira

O Ciclo de Leituras em Música, Cultura e Sociedade 2015, promovido pelo Grupo de Pesquisa de mesmo nome da UNESPAR começou com a minha conferência no dia 5, e segue nesta quarta, dia 26, com Allan Oliveira.

Eu apresentei a obra de Mário de Andrade, Ensaio sobre a música brasileira, com um bom público e uma ótima conversa. Melhor ainda será a continuação do Ciclo de Leituras, com Allan Oliveira. Em sua conferência o novo professor da UNESPAR apresentará Studyng popular music, de Richard Middleton.

Aproveitem para agendar os próximos eventos, anotados no cartaz abaixo:

Os eventos restantes do Ciclo

Os eventos restantes do Ciclo